29 de junho de 2011

Os Problemas do Pequenino Rabo do Bulldog Francês

Quando olhamos um bulldog francês várias coisas nos chamam a atenção: suas orelhas de morcego, sua ausência de focinho, seu tamanho e porte, e também seu pequenino rabinho.

Hoje a maioria dos frenchies realmente têm uma cauda muito curta que às vezes não chega a cobrir o ânus, porém, antigamente, o padrão não era bem esse. 

E você sabia que esse rabo "toquinho", anatomicamente, não é benéfico para o cão??

Em 1924, nas pinturas da época, pode-se observar que o bulldog francês tinha uma cauda forte, em linha reta, cobrindo com boa margem o ânus.

No início do século 19, na Inglaterra, os buldogues franceses também tinham caudas mais longas.
O que aconteceu então?

Fonte: Friskafrallor
Acontece que, antigamente, os bulldogs selecionados para reprodução eram aqueles com caudas mais curtas, essa seleção ocorreu pelas seguintes razões:
  • Como forma de evitar o pagamento de impostos;
  • Para fortalecer as costas e aumentar a velocidade;
  • Para evitar que o rabo fosse mordido por outros animais;
  • Para melhorar o desempenho nas brigas com ursos e outros cães.
O padrão da raça, em 1937, mencionava que a cauda não deveria ser levantada nem muito longa, não ultrapassando muito além da coxa. Essa afirmação dá a entender que, naquela época, o rabo do frenchie era maior do que nos dias de hoje.
 
No entanto, em 1950, o padrão modificou-se, ficando muito parecido com o que é atualmente: "cauda muito curta, de inserção baixa e grossa na raiz, afinando-se na ponta".
A inclusão da palavra "muito" resultou em grandes alterações, pois hoje a cauda realmente é bem pequena, e não raras as vezes encontramos buldogues franceses com a ausência total da cauda.
O padrão atual, definido pela CBKC, é: "cauda curta -nota-se que não tem a palavra muito-, de inserção baixa na garupa, rente às nádegas, grossa na raiz, em espiral ou quebrada naturalmente, afilada na ponta. Mesmo em movimento deve ser portada abaixo da horizontal. A cauda relativamente longa (sem ultrapassar a ponta do jarrete), quebrada e afilada, é admitida, mas não almejada".

Consitui falta a cauda portada alta, muito longa ou anormalmente curta. A ausência da cauda (anurismo) é desclassificatório. 
Fonte: CBKC
Assim, enquanto que um rabo curto pode não ser significativo para nós, para um cão tem papel bastante significante.

Uma compreensão da importância da cauda e dos problemas que sua falta pode ocasionar é adquirida através da anatomia e fisiologia do rabo de comprimento normal.

A cauda canina normal é composta de, aproximadamente, 20 vértebras, e sua ponta é capaz de realizar movimentos finamente graduados. Já no bulldog francês, a cauda tem em média de 6 a 8 vértebras (algumas podem ser malformadas), sendo incapaz de quaisquer movimentos finos.
Fonte: Bulldogfrances.com
Deste modo, diversos problemas podem ser ocasionados por caudas muito curtas ou mesmo sua ausência, como por exemplo:
  • Dificuldades na defecação e problemas no diafragma pélvico:  O movimento da cauda durante o ato de defecar tem influência direta na eliminação do bolo fecal. A remoção do rabo em um filhote muito jovem pode resultar em problemas para evacuar. Em cães adultos essa remoção pode levar à atrofia e degeneração dos músculos pélvicos, assim como dilatação e saculação retal e incontinência fecal. Um estudo realizado em 1989 registrou uma predisposição à hérnia perineal em raças braquicefálicas que têm, naturalmente, caudas pequenas;
  • Comunicação e comportamento canino: A posição e os movimentos da cauda demonstram reações do cão (alegria, medo, raiva). Assim, um rabo muito curto pode ocasionar problemas de interação entre outros cães e até mesmo com humanos. Alguns estudiosos acreditam que isso pode predispor um cachorro à agressão injustificada de outros cães pela falta de comunicação entre eles;
  • Dificuldade para flutuação durante o nado: além do corpo troncudo e patas pequenas que não auxiliam o bulldog francês a nadar, seu rabo também influência.
  • Feridas de pressão ou eczema sob a cauda (deve-se também ter um cuidado especial com a limpeza abaixo do rabinho, essa limpeza pode ser feita com um algodão com soro fisiológico ou óleo de amendoas para bebês, e sempre seque bem o local depois dos banhos. Converse com seu veterinario sobre pomadas e produtos mais indicados para passar nessa região, especialmente se o seu cão já apresentar alterações como vermelhidão, coceira e feridas. Nunca tente empurrar o rabinho para cima quando limpar, isso machucará o cão);
  • O encurtamento da coluna vertebral pode causar malformações graves, como: hemivértebra, espeinha bífida, hérnias discais.
HEMIVÉRTEBRA Fonte: Friskafrallor
A cauda não é um apêndice sem importância, é uma estrutura anatômica e fisiologicamente significativa, com muitas funções biológicas que não devemos subestimar.

Frenchie com hemivértebra.





Referências:
1. http://www.frenchbulldog.org/2008/05/01/the-french-bulldogs-tail-how-short/
2. http://www.frenchbulldogz.net/learn-about-french-bulldogs/tale-of-tails/
3.  http://friskafrallor.info/tailfacts.html
4.  http://www.cbkc.org/padroes/pdf/grupo9/buldoguefr.pdf


28 de junho de 2011

Fisioterapia Canina Beneficia Frenchies!

A Fisioterapia canina começou a ser aplicada na clínica de grandes animais, mais concretamente em cavalos no início do anos 70, naquela época era uma mera adaptação de técnicas e conhecimentos adquiridos em Medicina Humana. 

No Brasil, O tratamento fisioterapêutico em animais é relativamente novo,  e foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária em 2006. 

www.geac.ufv.br

E assim como as pessoas, muitos animais de estimação precisam se recuperar de uma doença ou cirurgia, fazendo com que o objetivo da Fisioterapia veterinária seja basicamente o mesmo da humana: Preservar, manter (forma preventiva), desenvolver ou restaurar (reabilitação) a integridade de órgãos, sistemas ou funções.
 
A Fisioterapia auxilia a: 
  • Prevenir patologias ortopédicas;
  • Auxiliar no pré e pós-operatório;
  • Eliminar ou diminuir seqüelas pós-operatórios;
  • Eliminar ou diminuir a utilização de medicamentos;
  • Reduzir a dor e promover a cura;
  • Aumentar a força muscular e flexibilidade das articulações;
  • Melhorar o equilíbrio, movimento e coordenação;
  •  Proporcionar qualidade de vida ao animal.

Após uma avaliação completa das necessidades de seu animal de estimação, o  veterinário-fisioterapeuta, irá traçar um programa específico de tratamento para seu cão. Quanto mais cedo iniciar-se a Fisioterapia, mais benéfico e satisfatório serão os resultados.

As terapias utilizadas são as mesmas da Fisioterapia humana, claro que com abordagens diferentes, entre elas estão: 
  • Crioterapia: Em afecções articulares a crioterapia visa não só a eliminação da dor como também diminuição da ação inflamatória;
  • Termoterapia: Aumenta a elasticidade do colágeno, expandindo a amplitude do movimento;
  • Hidroterapia: permite que a articulação trabalhe sem impacto, o que fortalece os tecidos moles adjacentes à lesão, aumenta a capacidade cardiorrespiratória, previne espasmos musculares e dores. O animal, quando acostumado à água, encara o tratamento como uma brincadeira.

www.geac.ufv.br


www.geac.ufv.br

  • Cinesioterapia:  Tratamento através dos movimentos;
  • Eletroterapia (TENS, Lser, Ultra-som): Indicada para diminuição da dor e da inflamação. O laser também auxila na cicatrização.

Os frenchies são os que mais têm se beneficiado da Fisioterapia, principalmente porque são propensos a alguns problemas ortopédicos como:
  • Displasia coxofemural;
  • Hemivértebra;
  • Prolapso do disco intervertebral (hérnia discal);
  • Luxação de patela.
Aqui vão alguns vídeos dos frenchies se recuperando de algumas dessas patologias:




Esse último que eu vou colocar dá muita pena, fiquei triste em ver... É um pouco comprido (5 minutos), mas vale a pena ver! 
O que nós temos que pensar é que os animais não pensam como nós, ali ele está feliz, mesmo andando daquela maneira, para ele o que importa é que ele consegue se locomover. 

Na descrição explica que, provavelmente, ele não voltará a andar, mas a fisioterapia irá auxiliar, e MUITO! Na água, com ajuda, ele quase anda!




É... realmente emocionante... 


"Os cães são o nosso elo com o paraíso. Eles não conhecem a maldade, a inveja ou o descontentamento. Sentar-se com um cão ao pé de uma colina numa linda tarde, é voltar ao Éden onde ficar sem fazer nada não era tédio, era paz ". Milan Kundera

"Sinto pelos que não gostam de cães... pelo simples motivo de que nunca saberão o que é realmente ser amado, de verdade... pois nenhum outro ser vivo nos ama incondicionalmente..."  Melissa Salles



Referências:

1.http://www.greepet.vet.br/poliartrite.php
2. http://www.petsbr.com/?p=1085
3. www.geac.ufv.br/fisioterapiaveterinaria.ppt



27 de junho de 2011

É Pit Bull?

Caminhando com a Alana, já escutei inúmeras vezes as seguintes perguntas:

- É Pit Bull?
        ou
- É filhote de pit bull?

Sinceramente... não sei como as pessoas conseguem confundir as duas raças, talvez seja pela falta de informação, e, também, por não conhecer o bulldog francês.

Mesmo assim... as diferenças são enormes! Quantas vezes já me pararam perguntando se era pit bull... e claro eu explico que não e falo qual é a raça, inclusive crianças me perguntam isso, várias já gritaram, de longe, é pit bull? Novamente, eu explico...

Até que ultimamente as pessoas têm conhecido melhor a raça, fico até surpresa quando as pessoas passam e falam que é um bulldog francês, isso é muito bom!






Alana



Mamba


Mas já passei por situações como: Lá estava eu, passeando com a Alana, veio uma criança perto, conversou um tempo comigo, até que ela fala: Tenho que ir, minha mãe tá chamando.
Sai correndo e eu vejo a mãe falar algo para ela (provavelmente: é um pit bull, ele ia te morder!), a criança deixa a mãe envergonhada e grita, de novo a pergunta, É pit bull? E eu explico que não, mas vi pela cara da mãe que ela não se convenceu.

Enfim, fico pensando o que leva as pessoas a fazer essa confusão, meus pais têm uma pit bull - a Mamba - (que está nas fotos), e considero ela minha ainda, afinal convivi e cuidei dela durante 7 anos.

Por isso, eu conheço bem as duas raças, então decidi TENTAR descobrir quais "semelhanças" (embora eu ache que não exista nenhuma, vou fazer um esforço) poderiam existir para criar essa imensa confusão, vamos lá:

  • Primeira Hipótese: As Orelhas.


Vamos tentar: Talvez as pessoas confundam as duas raças pelo fato das orelhas serem levantadas e abertas.

O que as pessoas não sabem é que a orelha do pit bull é assim porque nós, humanos, cortamos e fazemos ficar desse jeito. A do bulldog é natural, levanta-se sozinha.

Além disso, a orelha do frenchie é enorme se comparada a do pit bull e redonda nas pontas, ou seja, para mim, nada parecidas. Porém, pode ser um dos motivos da confusão, já que as pessoas não sabem dessas diferenças, o que elas vêem são só duas orelhas em pé.

  • Segunda Hipótese: O Porte.


Bom, realmente, o porte é bastante semelhante, acredito ser este o principal motivo das pessoas confundirem as raças, pois tanto o pit bull quanto o bulldog francês têm porte muito musculosos.

Tentei achar outras hipóteses, mas só consegui pensar nessas, se você descobrir mais alguma me avise! 

Agora vamos às diferenças:
  • Pit bull é muito maior que o frenchie;
  • Acho que as orelhas (apesar de que possa ser um dos motivos de "semelhança") também é uma diferença. São de tamanhos totalmente diferentes, e, como eu disse, a do pit bull é cortada para ficar dessa maneira;
  • Focinho! Esse sim! Como é que as pessoas podem confundir um cachorro que tem focinho com outro que não tem?
  • As dobrinhas que o bulldog tem e o pit bull não;
  • O rabo - pit bull tem o rabo comprido e o buldogue tem só um toquinho (natural, ou seja, não cortado).

Claro que também existem as diferenças comportamentais, de saúde. Por isso penso: COMO? Como conseguem confundir? Provavelmente só o porte musculoso pode mostrar alguma semelhança.

Outra pergunta que fazem: É filhote de pit bull? Acredito que seja porque o bulldog é pequeno eles acham que é um filhote... sem comentários né?! Os filhotes são mais diferentes ainda, mesmo porque o pit bull filhote ainda não tem as orelhas cortadas, elas são caídas.



E ai? Nada parecido né?

Mais uma vez, para reforçar: Bulldog Francês NÃO é Pit Bull!







24 de junho de 2011

Lambedura de Patas

Seu Frenchie anda lambendo as patinhas demais? 
 bulldog frances+branco

Saiba, então, que ele pode estar sofrendo de dermatite psicogênica. 

Notei que muitos donos de buldogues franceses reclamam desse tipo de comportamento: lamber as patas  em demasia. Os frenchies, por serem muito emocionais e carentes, podem vir a desenvolver esse tipo de dermatite quando deixados sozinhos por muito tempo, assim como as alergias, que são recorrentes e comuns, podem também ocasionar a lambedura de patas, fazendo com que o cão se "vicie" neste tipo de comportamento.

As causas de lambedura são multifatoriais, sendo que, embora o estresse possa ser um fator contribuidor, outros fatores também são igualmente importantes. Deve-se sempre, primeiramente, eliminar as causas físicas antes que um diagnóstico de dermatose psicogênica seja efetuado, como o descarte de trauma, neuropatia, dor no local, parasitas, alergias, infecções fúngicas ou bacterianas, hipersensibilidade, demodiciose, osteopatia, hipotiroidismo, artrite e até mesmo neoplasias.

 
Porém, na maioria dos casos não é detectada nenhuma causa física subjacente, e esse quadro tem sido resultado do tédio, falta de estímulo ambiental, ansiedade de separação e “estressantes psíquicos”, como a chegada de um novo animal ao domicílio, chegada de um bebê ou alterações na rotina de trabalho de um dos donos.

Existem situações em que o animal não só lambe as patas , como também se mutila,  sendo chamada de Dermatite acral por lambedura ou granuloma por lambedura, o cão provoca  pequenas erosões cutâneas que coçam muito, levando à ulceração e consequentemente à exposição das camadas mais profundas da pele.

cachorro+lambendo+patas

 A lambedura excessiva também pode causar a produção e liberação de endorfinas, fazendo com que o animal sinta-se bem, ao mesmo tempo que produz um efeito analgésico, diminuindo a percepção de dor do animal.

Três fatores gerais estão envolvidos na etiopatogenia:
  • Predisposição racial. Raças que são emocionais e nervosas desenvolvem mais dermatoses psicogênicas (o bulldog francês é , particularmente, muito emocional, eis um dos motivos de não deixá-lo sozinho por longos períodos);
  • O estilo de vida pode ser causador ou contribuinte. Quando os indivíduos de raças não predispostas são forçados a situações estressantes, isolados ou com solidão, e estão sem companhia humana ou canina, podem desenvolver dermatoses psicogênicas. Confinamentos prolongados em jaulas, contenção contínua em corrente, pequeno canil ou dominação por um proprietário ditador ou sem consideração podem precipitar os problemas;
  • O animal que é nervoso, hiperestético, medroso ou tímido tem maior tendência em desenvolver a doença.
O tratamento inclui, primeiramente, identificar e descartar fatores não-psicogênicos, quando não for encontrada uma causa primária, o tratamento com medicamentos modificadores de comportamento pode ajudar.
 buldogue dando a patinha
 
Para ser realmente efetivo, o tratamento dos distúrbios de comportamento deve sempre envolver uma visão global do convívio do animal com o dono, do ambiente  onde  ele vive, e dos estímulos que recebe, além de outros fatores que podem estressar ou traumatizar o animal. Sendo, nesse caso, a participação e colaboração do dono e demais pessoas que convivem com o cão extremamente necessárias durante o tratamento.

As formas de tratamento podem incluir:
  • Tratamento com drogas psicotrópicas;
  • Cuidado com a lesão, caso exista, até a completa cicatrização;
  • Acupuntura;
  • Fitoterapia;
  • Homeopatia.
O que você pode fazer para ajudar:

  • Não deixe o animal sozinho por longos períodos de tempo;
  • Não deixe o cão trancado em correntes e canis;
  • Deixe ossinhos grandes para que ele se distraia (isso auxilia a diminuir a ansiedade);
  • Quando sair deixe um rádio ligado e uma roupa usada sua com ele;
  • Mantenha com o cachorro sempre uns três brinquedos, e faça o revezamento deles a cada dia, para que seja sempre novidade.
  • Leve-o para passear diariamente, ideal que sejam 3 vezes ao dia por, no mínimo, 30 minutos cada vez.

Lembre-se: Um cão é para toda a vida, e eles precisam de amor, carinho e companhia. Dê a atenção e os cuidados que seu cão necessita.

bulldg frances+triste
Fonte: www.cachorroideal.com



Referências:

1. LOPES, D. D. Dermatopatias Psicogênicas: Aspectos Clínicos e Patológicos da Dermatite acral por lambedur. Florianópolis, 2008.
2. GIMENES, C. C. M. Homeopatia e o tratamento de algumas patologias de cães e gatos. São Paulo, 2002.
3. http://portal.anhembi.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1772&sid=203
4. AFFONSO, M. S. N. Dermatite Acral por Lambedura: Tratamento pela Acupuntura. São Paulo, 2009.
5. PINTO, J. Florais para cães. São Paulo: Butterfly, 2008.

22 de junho de 2011

O Olhar do Amor

olhar do french bulldog
French Bulldog Fine Art Print - Mark Melnick
Que a interação diária com cães traz inúmeros benefícios todo mundo sabe, e, com certeza, esses benefícios são muito maiores do que os riscos. Donos de cães têm a pressão mais baixa, menos depressão e sentem-se menos sozinhos. Além disso, os donos de cães costumam ser mais ativos e têm mais amigos graças ao animal (Legal!).

Um estudo realizado na Universidade de Azuba, no Japão, analisou os níveis de ocitocina da urina de 55 pessoas após interagirem por 30 minutos com seus animais de estimação. Após o experimento, os cientistas constataram que o nível de ocitocina dos voluntários havia aumentado em cerca de 20% apenas dois minutos e meio após voltarem a ter contato visual com seus bichinhos.

A ocitocina é uma substância produzida no hipotálamo, ela ativa as áreas relacionadas à afetividade, ajudando a estabelecer e a fortalecer os vínculos de afeição. Está, ainda, associada à produção de dopamina, o neurotransmissor responsável pelo controle do sistema de recompensa humano.

Acredita-se, também, que a essa substância pode ter desempenhado um papel fundamental na domesticação de cães e lobos, cerca de 15 mil anos atrás, pois talvez durante o processo evolutivo, seres humanos e cães tenham vivido juntos para compartilhar experiências sociais, tais como o contato visual e gestual.

homem e cão em momento de afeição
Momento de afeição entre o ser humano e o animal.
No estudo, os cientistas verificaram, também,  a influência do contato visual (o olhar) dos proprietários de cães na liberação do hormônio. Nos testes, metade dos voluntários permaneceu cerca de 20 minutos sem poder olhar diretamente para seus bichos, Em seguida, eles puderam olhar nos olhos dos seus animais, aumentando os níveis do hormônio.

dois bulldog frances olhando
frenchbulldog.hrastro.com
Com base nos resultados, constatou-se que um aumento no nível da ocitocina poderia explicar porque brincar com cães e, até mesmo olhar nos olhos deles, pode melhorar o humor e até mesmo atenuar os sintomas de ansiedade e depressão.

dois bulldog frances olhando
pinksaint.com
buldogue frances olhando para cima

cão olhando de lado



french bulldog com cara linda

Vai dizer que olhando essas fotos o seu nível de ocitocina não aumentou e você não se apaixonou por eles?

Tudo culpa dos frenchies e seu olhar do amor...


Referências:




21 de junho de 2011

Ração? Eu não quero não!

 Algumas partes do post foram removidas por conter partes de um texto que foi censurado pela AlfalPet.

Depois de muito passear por fóruns e blogs sobre frenchies percebi a recorrente pergunta:
 - Meu buldogue francês não quer mais comer ração, o que eu faço?

Bulldog sentado
Sim, os frenchies são bem exigentes em relação à alimentação, enjoam rapidinho de qualquer ração, não importa se você irá oferecer a ração mega, super, hiper premium, recomendadíssima! Importada e de última geração - seu bulldog irá comer nas primeiras semanas e logo não irá mais querer! E eles estão super certos sabia?

A Alana já fez até greve de fome quando era pequena (realmente eles são teimosos e persuasivos quando colocam uma coisa naquela "cabecinha"), ela já ficou 3 dias sem comer, e eu, desinformada, misturei as famosas latinhas na ração, ela comeu né! O que a fome não faz...

Atualmente, segundo dados da indústria, cerca de 65% dos lares brasileiros têm um animal de estimação, o que representa uma população de, aproximadamente, 30 milhões de cães e 12 milhões de gatos. Destes, aproximadamente, 40% consomem alimentos industrializados.


cachorro querendo comida

Outra coisa: Não misture ração com comida, este artigo do cachorro verde responde porque:

"Pode parecer pura demagogia, clichê, mas realmente não recomendamos misturar Alimentação Natural à ração. Uma coisa é oferecer ração como base da alimentação e ocasionalmente dar uma fruta, cenoura, pedaço de carne ou um osso cru para o cão limpar os dentes e se distrair. Outra coisa, bem diferente, é oferecer, sem critério algum, ração misturada a uma grande quantidade de alimentos diversos.
Tudo bem oferecer até 10 a 15% do total diário da dieta na forma de lanchinhos ou petiscos. Um exemplo prático: se seu cão come 200 gramas de ração por dia, você pode oferecer a ele até 20 a 30 gramas de algum outro alimento saudável por dia. Por “alimento saudável” entenda carnes, frutas, legumes, vísceras, ovos, peixes, iogurte e cereais, estes últimos sempre cozidos e sem cebola. Doces, frituras, ossos cozidos, pães franceses, etc, não são alimentos apropriados para os pets e devem ser evitados.
Ao ultrapassar regularmente a regrinha dos 10 a 15% de lanchinhos, você cria um estado crônico de desequilíbrio nutricional. A ração é um alimento completo e balanceado. Isso significa que ela foi matematicamente formulada para fornecer minerais, vitaminas e nutrientes como lipídeos, proteína e carboidratos na medida certa para a espécie e idade de seu animal de estimação".
Fonte: http://cachorroverde.com.br/site2009/?p=1444
Eu estou introduzindo a Alana na alimentação cozida! (disponibilizada pelo site do cachorro verde).

cachorro comendo um osso
www.cachorroverde.com.br
 Acredito que, assim como muitos de vocês, eu também tenho receio de carnes cruas, por isso, até eu criar coragem estou pré-cozinhando as carnes (é mais mal passada do que realmente cozida), mas existem sim cuidados  para minimizar os riscos.

Veja as precauções mais importantes a serem tomadas em relação à carne crua, caso você opte por dá-las lembre-se que o risco existe, por isso tome as precauções necessárias e faça também exames regulares em seu cão:
  • "Somente compre carnes e meaty bones próprios para consumo humano e em locais idôneos, onde a boa higiene na manipulação das peças é aparente;
  • De preferência, compre essas peças em local próximo à sua casa, para que os alimentos não se deteriorem em trajetos longos - se for o caso leve uma caixa de isopor ou solicite entrega em domicílio (os itens virão refrigerados);
  • Todas as carnes comercializadas para consumo humano sofreram congelamento profilático em freezers industriais para eliminação de cistos parasitários e protozoários. De qualquer maneira, há pessoas que preferem solicitar ao açougueiro que congele essas carnes por um mínimo de 3 dias no freezer do açougue, antes decomprá-las e levá-las para casa;
  • Congele as peças no freezer de sua casa por 3 a 5 dias antes de oferecê-las aos pets (para isso eu já comprei meu freezer!); 
  • Ao preparar e separar as porções, use um pouco de vinagre de maçã sobre as carnes para matar parte das bactérias de superfície; 
  • Não permita que o alimento fique ao ar livre por mais de 30 minutos sem ser consumido. Guarde o que sobrar na geladeira e ofereça novamente em até 24 horas; 
  • Caso tenha receio de que o animal possa receber parasitos intestinais por meio do consumo de carne cruas, solicite ao veterinário exames coproparasitológicos (de fezes) periódicos e vermifugue conforme o parasito detectado no exame".
            Fonte: http://www.cachorroverde.com.br/carnecrua.php
Assim que voçê começar a mudar a alimentação de seu cão, com certeza muitas coisas vão mostrar à você que essa é a escolha ideal:
  • A felicidade de seu frenchie na hora de comer, nunca mais cara feia nem greve de fome!;
  • Pets lindos, fortes, saudáveis;
  • Despesas veterinárias quase inexistentes;
  • Diminuição considerável das alergias (recorrente em Frenchies).
Enfim, existem INÚMEROS benefícios da alimentação natural, sugiro que você leia, releia e estude todo o site do cachorro verde, informe-se com quem já dá a alimentação, peça para acompanhar a rotina dela e ver se isso também irá se adequar a sua (de nada adianta você optar por trocar a alimentação se você não vai ter tempo para prepará-la ou ela não ser adequadamente balanceada), ou seja, reúna o máximo de informações antes de começar!

Eu tenho certeza que seu Bullogue vai agradecer muito!

cão esperando comida
www.maedecachorro.com.br

Referências:




20 de junho de 2011

Literalmente: "Um Parto de Viagem" - A Volta.

Continuando a história do post anterior...



Se a ida já foi difícil, a volta foi MUITO mais. Tivemos que voltar de carro para pegar o voo dia 1º de janeiro em Curitiba, saímos no domingo às 14:00 horas, tudo bem, até depois de 20 minutos de viagem.

Acontece que pegamos um engarrafamento kilométrico, faltando, ainda, 130 km para o nosso destino, e foi daqueles congestionamentos que não anda! Totalmente parados, e a Alana juntamente conosco, ar condicionado ligado para ela. 

Como estávamos parados tirei ela da caixa de transporte, ela ficou deitada no chão do banco de trás, dormindo. Antes de sair já tinha dado o remédio pra enjôo - indicado pelo Vet! -  (ela não pode andar 10 minutos que já coloca tudo pra fora).

Ao todo foram 7 horas na fila... Imagina?! Mas tomamos todas as precauções necessárias  para se viajar de carro com um Frenchie. Paramos Várias vezes para ela dar uma volta, tomar água, refrescamos bastante ela, enfim, só comida é que não demos para não ocasionar um "imprevisto".

Novamente, ela foi um anjo, comportou-se muito bem, dormiu a viagem quase toda, e conseguimos superar essa fase, para depois passarmos para a próxima: O voo de volta.

Quando se viaja de carro com um cão, especialmente o bulldog francês, você deve tomar os seguintes cuidados:

  • Escolha um horário que seja mais tranqüilo para a  viagem evitando, principalmente, horários de muito trânsito ou calor (infelizmente, não pude evitar, mas tentei de todas as maneiras deixar a Alana o mais confortável possível);
  • Não deixe o cão preso dentro do automóvel fechado, principalmente quando estiver estacionado sob o sol;
  • Não transporte o animal solto dentro do veículo (tirei a Alana da caixa porque estávamos, totalmente, parados). Além da caixa de transporte, existem alternativas para este caso, que são: os cintos de segurança apropriados para animais ou grades de proteção. Seja qual for a sua opção, transporte os cães com segurança e nunca no banco da frente. O Código Brasileiro de Trânsito prevê multas e perda de pontos na carteira de habilitação se eu estiver sendo transportado de outra forma que não as indicadas;
  • Faça paradas a cada 2 horas para que seu cachorro possa exercitar-se e fazer  suas necessidades. Aproveite estas paradas para me oferecer um pouco de água (parei bastante, até mais que isso, e aguinha todas as vezes);
  • Alguns pets podem sofrer enjoos durante a viagem, por isso, uma refeição leve 2 ou 3 horas antes da partida é o mais indicado. Evite alimentar o Frenchie durante a viagem e mantenha-o hidratado. Cubos de gelo, se disponíveis, são uma ótima alternativa. Se eu vomitar, não me force a comer.
Este texto é do Manual do Pet viajante, LEIA! contém muitas informações úteis para viagens.

cachorro com cinto de segurança


Chegamos, de carro, após a exaustiva viagem, ao nosso primeiro destino. Dia primeiro minha viagem era às seis horas da manhã, um horário fresquinho para a Alana viajar, se não fosse...

No aeroporto de Curitiba estava MUIIITTOO frio! Muito mesmo, ainda bem que eu sempre levo o cobertor da Alana. Quando chegamos lá olhamos o painel, novamente, ATRASADO! Ótima infraestrutura desses aeroportos, eu fico pensando: se em datas comemorativas, com maior trânsito de pessoas, tudo já vira um caos! Imagina na copa!

Voltando... ia atrasar de 3 a 4 horas, e dessa vez a atendente não foi tão legal, não deixou a Alana ir na cabine comigo. Expliquei, implorei e NADA! Segundo ela já tinha passado a cota de animais na cabine... MENTIRA! depois, no avião, eu vi que não tinha nenhum cachorro. Mas fazer o que? Só que de jeito maneira eu ia despachar ela antes, eu falei que então só ia fazer isso 30 minutos antes! Ela mais ou menos aceitou (pela cara deu pra notar).

E, de novo, estávamos, eu, meu marido e a cachorra fora do saguão, em umas cadeiras na rua, no frio! A Alana ficou no meu colo o tempo todo enrolada no cobertor, e ela queria ficar bem enroladinha! De vez em quando eu levava ela na grama e dava água.

Até que eu ouço meu nome sendo chamado, CHIQUE! Nunca tinham chamado meu nome: Prezada fulana, compareça ao check-in da companhia tal. Quem dera que fosse algo bom, faltava 1 hora para o embarque , e a atendente (a mesma) queria que eu já deixasse a Alana lá! De jeito nenhum! Falei que não! Muito cedo,  e falei e falei, ela me deu mais 20 minutos.
 bulldog na mala

 E tive que despachar meu bebê... Tristeza... sorte que embarcamos em seguida, e 20 minutos depois decolamos, ou seja, ela não esperou muito tempo sei lá onde. Acabou?? NÃO!

No destino eu já estava logo na esteira... normalmente eles tiram o animal primeiro e ele chega antes das bagagens.

O voo era escala, então fiquei mais nervosa, vai que não tiram ela? A viagem de avião sempre é muito estressante, para mim e para a Alana, depois de tantas histórias né? Teve até a do Pimpo! Credo se acontece isso! Eu vou morar no aeroporto até acharem meu cachorro eu não saio de lá!

Enfim, estava eu na esteira, começa a chegar as bagagens... Chega a minha primeira, depois a segunda, acabou as minhas malas e nada da Alana, e todo mundo vai indo embora e as bagagens acabando na esteira. Meu Deus! Tava morrendo já! (que dramática né?!), mas imagina ficar lá esperando e nada do seu cãozinho? 

Fiquei esperando, ai tinha um vidro que dava para ver a pessoa que colocava as bagagens na esteira, fui lá perto olhei para ele e ele falou, mas eu não ouvi (o vidro é à prova de som), fiz leitura labial: é um cachorro? eu entendi e fiz um OK, ai ele pega e levanta o crate com ela dentro! ISSO!! lá vem ela, sã e salva! Eles esperaram, para caso o dono demorar a chegar na esteira, o cachorro não ficar lá rodando, e também não correr o risco de alguém pegar antes de você. 

Credo...literalmente, essa viagem, foi "Um Parto de Viagem"!

bulldog um parto de viagem



Referências:





19 de junho de 2011

Literalmente: "Um Parto de Viagem" - A Ida.

Você já viu o filme"Um Parto de Viagem"? Onde tem um bulldog francês fofíssimo? E também onde, durante a viagem, dá tudo errado?
Então.. minha viagem foi bem parecida. Preparem-se!

um parto de viagem

 Eu já havia viajado outras 2 vezes com a Alana de avião, já sabia as regras e cuidados, mas ano passado decidi viajar (por causa do trabalho), dia 23 de dezembro!! Véspera de natal, e voltar dia primeiro de janeiro... já podem imaginar como os aeroportos  muito bem estruturados do Brasil estavam.

Antes de mais nada vamos falar aqui das regras para levar seu buldogue de avião, sugiro a TAM, por ser a única que aceita cães até 10kg (kennel+peso do cachorro) na cabine juntinho de você. 

Mas como os Buldogues tem muita musculatura, apesar de serem pequenos, normalmente, ultrapassam o limite de peso, a não ser filhotes, claro. Neste caso, eles devem ir no bagageiro (é bem estressante para o dono e para o cão), não sei como é lá, dizem que é refrigerado com iluminação, mas só vendo para crer. Sempre que levo ela fico com o coração na mão até pegá-la, e só levo se vou ficar, no mínimo, uma semana no destino. Imagina levar o cão, todo o estresse, ficar dois dias e já voltar, mais estresse. 

Bom, vamos as regras, além do peso que já falei você vai precisar para viagens nacionais:
  • Carteira de vacinação em dia, cães com mais de 90 dias é exigido a vacina da raiva, aplicada com o minimo de 30 dias antes da viagem;
  • Atestado de saude com o máximo de 10 dias de antecedência da data do embarque;
  • Já que você levará no Vet, se seu cão enjoa, peça a ele algo para dar;
  • Em relacão à sedação, CUIDE!! cães braquiocefálicos podem ter problemas graves, como depressão respiratória e até parada cardíaca, e você não estará lá com ele para ajudar, ele estará sozinho!! Triste...
  • Na Tam, há uma taxa de R$90,00 mais o peso do animal+kennel multiplicado por 0,5% da tarifa cheia, pra mim o mais caro que tive que pagar foi R$190,00 tudo. Você faz o check-in, a mulher pesa, você pega um bilhetinho e leva na loja, paga, volta e despacha (Muito TRISTE essa hora, seu buldoguinho sendo levado de você);
  • Como há muitas coisas a serem feitas, chegue, no mínimo, duas horas antes do horário do voo.
    Neste site, apesar de ser para vender a caixa de transporte, tem algumas informações legais, lá você saberá como calcular o tamanho do kennel para o seu cão, tem até uma calculadora para isso.

    Voltando à viagem, dia 23 eu estava lá, olho no painel, adivinha? Três horas de atraso, AHH... Falei com o meu marido para tentarmos, nesse caso, levar ela na cabine, até porque de jeito nenhum eu ia despachar ela tanto tempo antes sem saber se podia, inclusive, atrasar mais. Na hora do check-in pedimos, quase chorando, para ela ficar conosco, e MILAGRE!! Conseguimos! Também, com aquele atraso...

    cachorro no aeroporto


    Levei ela até uma graminha no aeroporto, mas não deu tempo de chegar, bem onde as pessoas chegam de táxi, no embarque, ela decidiu fazer o número 2! Que vergonha! E eu tava sem sacola! Olhei algumas pessoas que estavam saindo de um carro, e pedi: Vocês não teriam uma sacolinha? E apontei o dito cujo no chão, as pessoas foram legais e tiraram as coisas delas de uma sacola e me deram... UFA! Mesmo porque o segurança já estava vindo, calma moço, eu vou juntar sim! Até parece... nunca deixei de juntar, imagina no aeroporto então.

    Dei mais algumas voltinhas com ela, voltei, comprei água, coloquei num copinho plástico para ela tomar, não muita, por causa da viagem. E lá estávamos nós, eu, meu marido e a Alana, deitada, no saguão do aeroporto (claro que por questões de respeito fiquei mais na saída e não lá dentro). 

    Ela se comportou maravilhosamente bem, até que colocamos ela dentro do crate e finalmente iríamos embarcar. Que nada! mais uma fila gigante para entrar no avião, umas crianças decidiram ficar cutucando a Alana dentro da casinha (olhei feio claro! Todo aquele estresse e ainda isso?) e a mãe delas nada de chamar atenção, puxei o crate para longe delas sem falar nada, a mãe até que enfim se tocou e falou para pararem.

    Entramos! colocamos ela nos meus pés e ela decide: CHORAR!!! Na verdade era mais uma chorinho baixinho, uma reclamação. Coloquei meu pé bem pertinho dela, fiz carinho e ela foi se acalmando, dormiu a viagem toda.


    Chegando no destino e uma moça olhou para nós e falou: Foi ela que ficou chorando? Falei: Não... ela dormiu. A senhora falou que tinha outro cachorro sentado mais na frente, que chorou a viagem toda e ninguém conseguiu dormir. Graças não foi a Alana, ela reclamou um pouco antes de decolar, mas logo parou. Um anjo mesmo, ela ajudou muito com seu comportamento.

    Encontrei meus pais e meu irmão que fala: estavam falando que tinha um cachorro no voo que chorou a viagem toda! era a rabo de foguete né? (hehe... ele chama a Alana assim porque até pouco tempo atrás ela era muuuuito agitada, corria pra lá e pra cá, latia, mordiscava. Mas isso vai ser história de outro post) e eu falei: NÃÃÃOOO! dessa vez ela se comportou!

    Chegamos ao destino, mas mal sabíamos o que nos esperava na volta...

    CONTINUA...




    17 de junho de 2011

    O "Ronquinho" do Frenchie.

    Você que tem um Frenchie, já dormiu com ele? ou pelo menos TENTOU???

    Se você não tem um, mas está pensando em um bulldoguinho como companhia, considere isto: Cães braquicefálicos (focinho curto) apresentam uma anatomia da cavidade nasal, palato e laringe que facilitam a ocorrência do ronco, isso acontece também porque, quando esses cães dormem, a musculatura relaxa e a obstrução da passagem de ar nas vias aéreas aumenta.

    Entã veja esses vídeos e pense bem, para quem tem sono leve...






    Referências:

    1. http://dalva-amaral.blogspot.com/2011/04/seu-cachorro-ronca.html ;
    2. http://www.belamifrenchbulldogs.com/health.htm#Flatulence%20and%20Snoring/Snorting



    Bulldog Francês: O Cachorro Sapo

    Vocês sabiam que os Buldogues Franceses também são conhecidos como Frog Dogs ou Cachorro sapo??!
    Por que??


    Exatamente pela maneira particular de deitar, com as patinhas para trás parecendo um sapinho!











    E Ai? Acharam parecidos??

    16 de junho de 2011

    Coprofagia - Parte II: O que Fazer?

    Continuando o assunto do post anterior...
    French Bulldog Works
    A primeira providência a ser tomada é SEMPRE consultar um veterinário de sua confiança, que juntamente com você irá avaliar quais as prováveis causas (já comentadas anteriormente), a partir daí poderá ser traçado qual será a  melhor abordagem para o seu caso.

    Resolver a coprofagia é realmente algo desafiador, até porque você não deve desencorajar qualquer tipo de contato com as fezes, o cheirar, por exemplo, é um comportamento fundamental de investigação para os cães, e traçar uma linha entre cheirar e comer não é algo tão fácil.

    Existem muitas abordagens para a coprofagia e elas dependem do porquê. No meu caso eu já havia descoberto, e tentei muuuuiitas das opções que irei comentar aqui, poucas foram eficazes, mas pode ser que para seu cãozinho funcione. E quais seriam elas? Vou enumerar o que eu encontrei em literaturas:
    1. Não recolher as fezes na presença do animal (ele pode querer "imitar" seu comportamento, como a Alana, que queria também ajudar a "limpar"), leve-o para defecar na rua algumas vezes durante o dia, e não se esqueça de agradá-lo e elogiá-lo por evacuar no local correto (eu fiz isso e acho que auxiliou para ela entender que eu não ficava brava quando ela defecava);
    2. Colocar vinagre ou algum tipo de produto atóxico e amargo nas fezes, seu veterinário poderá lhe indicar algo (eu coloquei vinagre - não adiantou -, coloquei limão - também nada);
    3. Utilizar algum tipo de medicamento, indicado pelo veterinário, eu usei coprovet (com indicação!) e infelizmente, para ela, não resolveu;
    4. Utilizar a homeopatia pode ser eficaz; (eu utilizei e também auxiliou)
    5. Adição de brinquedos e outras diversões para o meio ambiente pode ser útil. Temos de encontrar algo que seja mais divertido para o cão do que comer fezes;
    6. Nas situações em que o comportamento pode estar ligado ao estresse, a causa do mesmo deve ser eliminada ou pelo menos reduzida. Em alguns casos de extrema ansiedade, ou se o comportamento torna-se obsessivo-compulsivo, a medicação pode ser necessária para tentar quebrar o ciclo;
    7. Mudar a dieta para uma utilização de proteínas hidrolisadas pode ser benéfica. Seu veterinário será capaz de recomendar um para você;
    8. Alguns donos descobriram que usar uma coleira de correção de citronela pode ser útil. Se o cão começa a se aproximar de qualquer fezes, o proprietário estimula o colar para a pulverização (cuidado! lembra?! ele pode cheirar as fezes, não pode é comer!);
    9. O treinamento com o Clicker para treinar o cão a se afastar de fezes e receber uma recompensa também pode ajudar em algumas situações;
    10. Para os cães atraídos por caixas de areia, você pode precisar ser bastante criativo. Usando caixas de areia coberta e colocando a abertura para uma parede pode ajudar. Algumas pessoas colocam a caixa de areia para o alto, outros colocam em um armário com uma abertura grande o suficiente para o gato, mas não para o cão. Tenha em mente que a caixa de areia não pode ficar  muito difícil de alcançar, até porque seu gato poderá não conseguir chegar até ela;
    11. Alguns cães podem melhorar se forem alimentados com mais freqüência, assim você pode aumentar o número de refeições (mas mantenha a ingestão diária total sobre o mesmo);
    12. Há uma fase da vida em que coprofagia é comum e esperada, como em filhotes, e pode ser que o problema desapareça quando o cão se tornar adulto;
    13. As pessoas também têm diferentes graus de sucesso usando vegetais para controlar a coprofagia, vegetais como a couve, repolho, couve de bruxelas, brócolis, couve-flor, couve chinesa e nabos contêm sulforafano, uma substância com propriedades que podem ajudar alguns cães com problemas digestivos. Inclusive esta substância pode ser um agente eficaz na prevenção do câncer , pois ela inibe a proliferação das células pré-cancerosas. NOSSA! como está um pouco fora do assunto, eu não irei me aprofundar, até porque a pesquisa sobre câncer é voltada para seres humanos, mas se você quiser  informar-se melhor eu colo aqui o link para leitura: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vegetais-combatem-o-cancer-repolho-brocolis&id=3681. 
     O que NÃO fazer: 
    • Não esfregue o nariz do cachorro nas fezes. Este procedimento não irá resolver o problema e pode fazer com que seu cão fique com medo de você; 
    • Não punir fisicamente o seu cão por comer fezes. Bater nele não vai impedi-lo de comer fezes, e isso pode causar problemas mais sérios, como o medo ou agressão.
    Para mim o que finalmente resolveu foi conseguir pegar ela no ato, mesmo porque era muito difícil pegar ela comendo na hora exata, e falei: Não!! Não pode! E coloquei aquele Spray de Não pode, que serve para colocar nos móveis para o cãozinho não roer, ele tem um gosto bem amargo. E resolvido! Ela entendeu que não era certo comer, que era ruim e que eu não gostava que ela "limpasse" o local.

    Meu problema foi mais fácil de resolver, mas na maioria das vezes demora muito mais e é bem mais complicado, mas tenha paciência com seu amiguinho, e reforçando: Consulte sempre um veterinário!


    Referências:


    1. http://www.aspcabehavior.org/articles/31/Coprophagia-Eating-Feces.aspx ;
    2. http://www.dogpoopdiet.com/why-dogs-eat-poop/ ;
    3. http://www.peteducation.com/asrticle.cfm?c=2+1551&aid=155 ;
    4. ROSSI, Alexandre. Adestramento Inteligente: solução de problemas de comportamento e técnicas de adestramento. São Paulo: Saraiva, 2009.