31 de julho de 2011

Formas Adequadas e Inadequadas de Interagir com um Cão.

Textos de autoria da Dra. Sophia Yin (adaptado e traduzido por mim).

O consenso entre os profissionais de comportamento animal é que a principal causa de ataques de cães está relacionada à falha dos proprietários e, tambem, às vítimas, por não saberem reconhecer quando os cães estão com medo e não se aproximarem e cumprimentar os cães de forma adequada. 

Mas, então... Qual é exatamente a abordagem correta e por que tantas pessoas não conseguem fazer isso?

Uma resposta à essa questão é que nós temos uma reação instintiva imediata à fofura de alguns cães (como o bulldog francês). É a mesma reação que uma criança tem quando vê um urso de pelucia. Como resultado, acabamos tratando os animais como se fossem brinquedos fofinhos. 
Na verdade, quando você pensa sobre isso, os cães são um pouco como os seres humanos, em que os mesmos tipos de saudações inadequadas que causariam medo ou irritação para um humano são as mesmas que deixam os cães com medo e até mesmo agressivos.

Aqui estão alguns exemplos do que NÃO fazer e, também, qual a forma correta de interagir com um cão:


 

1. Abordagem inadequada: Você provavelmente se sente ameaçado se alguém, aleatoriamente, caminhar até seu carro e estender a mão, dentro de sua janela, para você.

Abordagem adequada: Da mesma forma os cães podem sentir medo ou sentirem-se violados se você chegar em seu espaço seguro. É melhor ficar fora da zona de segurança do cão e, até mesmo não olhar nos olhos do cão diretamente. 
 


2. Abordagem inadequada: As pessoas, freqüentemente, quando vêem um cão bonito, logo se aproximam para acariciá-lo. Assim como você pode sentir medo se um estranho, ou até mesmo um conhecido, correr até você, um cão também pode se sentir desconfortável.

Abordagem adequada: A melhor abordagem é chegar lentamente, em um passeio, observando os sinais da linguagem corporal de medo do cão.


3. Abordagem inadequada: Chegar de repente, do nada, perto de crianças sem antes perguntar aos pais pode levar a maus resultados. As crianças costumam ficar nervosas quando estranhos se aproximam, e com razão.

Por isso, não devemos esperar que nossos cães fiquem confortáveis com o perigo de um estranho

Abordagem adequada: O correto é sempre pedir aos proprietários se você pode cumprimentar seus animais de estimação. O proprietário deve conhecer bem seu animal de estimação, para que ele possa informar os outros se é seguro interagir com seu cão, assim como se o cão vai desfrutar da interação.
 
4. Abordagem inadequada: Começando na infância, todos nós fomos orientados a evitar encarar os outros. É rude, e até mesmo assustador.

Abordagem adequada:Assim, mesmo se o proprietário de um cão diz que não tem problemas você cumprimentar seu frenchie, evite se aproximar de frente e olhando. Em vez disso, a abordagem de lado e olhar usando sua visão periférica é a ideal.

 
5. Abordagem inadequada: Você já viu um bebê ou criança pequena visitar a Disneyland ou algum outro parque temático para ver seu personagem de desenho animado favorito? Mas quando vêem o Mickey Mouse ou Yogi Bear ele é gigantesco em tamanho e paira sobre eles e eles se assustam? A mesma coisa acontece com os cães.

Eles podem parecer simpáticos e felizes conforme você se aproxima, mas se você pairar sobre eles, especialmente se você está enfrentando-os na cabeça, você pode levá-los a ter um colapso.

Abordagem adequada: É por isso que é melhor ficar de frente um pouco para o lado e permanecer fora do seu espaço pessoal ou bolha. Note que o tamanho da bolha varia de cão para cão. Para os cães você pode se agachar ao seu nível. Mas tenha o cuidado de fazê-lo longe da face do cão.
 

6. Abordagem inadequada: Você provavelmente já ouviu falar que você deve cumprimentar cães deixando-os cheirar sua mão, mas chegar muito perto da sua face é realmente muito rude, especialmente se você está enfrentandos ou olhando diretamente paa ele.

Abordagem adequada: Imagine se alguém que estava de pé perto de você chegar com a mão em cima de você. É melhor deixar que a abordagem ao cão seja em seu próprio ritmo, e evite pressão sobre ele ao estender sua mão.
 
 

7. Abordagem inadequada: Algumas crianças têm fobias quando se trata de palhaços ou certos tipos de pessoas. Da mesma forma alguns cães têm medo de alguns tipos de pessoas ou de pessoas vestindo ou carregando alguns objetos e, ainda a vários ambientes.

Abordagem adequada: Mesmo se você seguiu todas as regras adequadas de cumprimento, até agora, alguns animais ainda podem se sentir desconfortáveis. Então, se você vê sinais de desconforto, medo ou tensão, mesmo se o cão vem até você cheirar, ainda assim evite acariciá-lo. Apenas admire o animal de perto.
 


8. Abordagem inadequada: Por último, lembre-se que algumas interações não são apenas apropriadas ou não são tão divertidas para o animal (ou para crianças) como você pensa.

Por exemplo, a maioria das crianças não gostam de ser apertadas nas bochechas. Da mesma forma a maioria dos cães não gostam de ser abraçados, até mesmo por membros da família. Imagine como um cão que não gosta de ser abraçado poderia reagir se forem abraçados por alguém com quem eles estão apenas levemente familiarizados.

Abordagem adequada: Ao interagir com um cachorro, especialmente um desconhecido, evite abraços, tapinhas ou acariciar de uma forma íntima demais.
Enquanto muitos seres humanos, rotineiramente cumprimentam os cães de forma inadequada, e muitos deles aturam esse comportamento socialmente inadequado, se você parar e pensar sobre isso, saudações corretas são o senso comum. 


O poster pode ser baixado no site da Dra. Sophia Yin mediante um pequeno cadastro.

 

30 de julho de 2011

Crianças e Cães: Como NÃO Agir!

Como sempre lá estou vagando na internet em busca de novidades, e há algumas semanas achei o site da Dra. Sophia Yin (médica veterinária e especialista em comportamento animal), no site dela tem coisas interessantíssimas! Então decidi pedir a permissão dela para que eu pudesse reproduzir seus artigos aqui no blog e... obtive a autorização!

Achei muito interessante, e bem aplicável aos nossos buldogues franceses, já que eles podem ser um tanto teimosos e metidos com cães e pessoas. No caso da Alana as explicações são muito válidas, já que a reação dela depende sempre de como a pessoas a abordam.

Os posters são muito legais e, apesar de estarem em inglês, as imagens são bastante autoexplicativas. Mesmo assim coloquei números em cada situação e retirei a explicação do site.

Textos de autoria da Dra. Sophia Yin (adaptado e traduzido por mim):

Como uma criança NÃO deve interagir com um cão para que se evite eventuais acidentes:
É o senso comum. Só imagine como as pessoas devem interagir entre si e você saberá como interagir com um cão.


De fato, entender o que pode conduzir um cão a morder as crianças da família é bastante simples: são as mesmas coisas que levam os pais a quererem uma "pausa" de seus filhos. A razões são:

1. Por exemplo, muitas pessoas não gostam quando os outros colocam suas mãos sujas em sua refeição. Da mesma forma, os cães também querem comer em paz.


2. Ensinamos as crianças que é claramente errado roubar brinquedos uns dos outros. Do mesmo modo, é também rude roubar os brinquedos do cão. As crianças devem ser ensinadas a deixar o cão brincar com seus brinquedos sozinho.

Para a construção de uma tolerância do cão, no caso da criança cometer algum erro ao pegar os brinquedos, devemos treiná-los a desistirem dos brinquedos em troca de uma recompensa. Dessa forma, eles voluntariamente darão à criança o brinquedo em vez de ficarem possessivos em relação à eles.
 

3.  As crianças freqüentemente ficam muito próximas de nossos rostos quando estão interagindo. Por isso muitas vezes eles têm que ser educados a manter uma distância socialmente adequada.


Da mesma forma, colocar seu rosto no rosto de um cão, mesmo que seja da família, pode ser irritante para o cão, especialmente quando o cão não tem controle sobre o comportamento da criança.

4. A maioria das pessoas não gostam de ser perturbadas quando estão descansando ou dormindo. Mas, felizmente para nós seres humanos, temos a possibilidade de fechar ou bloquear a nossa porta do quarto.


Da mesma forma, os cães precisam de um local seguro onde eles podem estar longe de crianças e excitação. Crianças devem evitar ficar incomodando o cão em sua localização "privada" ou em qualquer momento que eles estejam dormindo ou descansando.


Se a criança chamar o cachorro de longe e  ele escolher se levantar e vir para a criança, esse tipo de interação está correta. Mas se o cão escolhe ser deixado sozinho, é assim que ele deve ser deixado.

5. Crianças podem ser irritantes ao ficarem cutucando uma pessoa ou um cachorro. Neste caso, os cães podem ser treinados para tolerar ou até mesmo desfrutar desta movimentação, fazendo com que eles não sejam reativos caso a criança os incomode, mesmo assim, a criança deve ser ensinadas a ser educada.

De qualquer maneira, cuide com esse tipo de brincadeira, principalmente no bulldog francês, que tem as orelhas “convidativas” a puxões.

6. É rude escalar, pisar, ou invadir o espaço pessoal de alguém. Assim como também é rude fazer as mesmas coisas com os cães. 

7. Gritar alto incomoda e muito os seres humanos, imagine então o seu efeito sobre o cão, que escuta em torno de 4 vezes mais!

8. Muitas vezes esquecemos que até mesmo alguns gestos amigáveis, como beliscar as bochechas de uma criança, pode ser irritante. Em geral, os cães não gostam de ser abraçados, até mesmo por membros da família, você pode ver isso pela sua linguagem corporal.


Você pode treinar os cães, especialmente quando filhotes, para desfrutar de carícias e abraços Mas, mesmo assim, é importante que as crianças conheceçam os tipos de interações que seus animais gostam, e também para perceberem que outros cães podem não ter a mesma tolerância que o seu.



O poster pode ser baixado no site da Dra. Sophia Yin mediante um pequeno cadastro.




29 de julho de 2011

Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP).

A Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP) é uma doença alérgica muito comum em cães e gatos, ela pode corresponder a até 90% dos problemas dermatológicos nos felinos e até 40% dos casos caninos.  


A DAPP ocorre quando o animal é hipersensível à saliva da pulga  (quando uma pulga morde um cão ela inocula saliva, pois a mesma possui propriedades anticoagulantes). 

O principal tipo de pulga que ocasiona essa dermatite é a Ctenocephalides Felis, sua saliva possui mais de 15 componentes potencialmente alergênicos. Somente os cães alérgicos reagem às pulgas, e apenas uma pulga pode desencadear a reação alérgica.

Idade de prevalência:

Pode acometer animais de qualquer idade, porém seu desenvolvimento é raro em animais com idade inferior a 6 meses. A idade de maior ocorrência situa-se entre 3 e 5 anos de idade.

Resultados de alguns estudos demonstram que cachorros que são expostos continuamente às pulgas podem vir a se tornarem parcialmente ou completamente tolerantes imunologicamente, sendo que conforme o cão envelhece seu grau de hipersensibilidade também diminui.

Sinais Clínicos:


Fonte: Bayervet
  • Prurido (coceira) intenso (pode ser maior em épocas do ano mais quentes);
  • Queda de pêlos localizada ou generalizada, localizada preferencialmente na região das costas, abdômen, lombar e cauda;
  •  Por causa da coceira o cão pode ficar se mordendo, coçando e lambendo-se frequentemente, o que pode ocasionar feridas com secreção sanguinolenta e crostas na pele;
  • Cheiro intenso na pele (grau de infecção avançado), devido à infecções secundárias por Staphylococcus intermedius e Malassezia pachydermatis;
  • Pele inflamada ou até mesmo infectada.
Diagnóstico:


Cão com DAPP
  • Histórico clínico e exame físico;
  • Exame citológico;
  • Biópsia cutânea (revela graus de dermatite perivascular);
  • Achados histopatológicos consistentes com piodermites secundárias (foliculite supurativa, dermatite pustulosa intradérmica) que são comuns;
  • Morfologia e distribuição das lesões;
  • Presença de pulgas ou seus dejetos (fezes), mas sua ausência não descarta a dermatite alérgica por picada de pulga, já que banhos recentes podem ter removido pulgas e dejetos;
  • Testes intradérmicos com o antígeno da pulga e resposta à terapia.
Diagnósticos diferenciais, deve-se verificar outras doenças que podem ocasionar sintomas semelhantes, como:
  • Foliculite;
  • Hipersensibilidade alimentar;
  • Dermatite atópica;
  • Hipersensibilidade medicamentosa e aos parasitas intestinais;
  • Dermatite por Malassezia;
  • Distúrbios hormonais.
Tratamento:

Para tratar a DAPP é de extrema importância o controle das pulgas, tanto no animal (e demais que convivam juntos com o animal acometido) quanto no ambiente (principalmente). 

Deve-se também tratar a coceira e lesões de pele.





28 de julho de 2011

Companhias Aéreas Proíbem Transporte de Cães Braquicefálicos.

Fiquei um pouco assustada com essa notícia, já que pelo menos uma vez por ano viajo de férias e levo a Alana junto comigo... de avião.

Sei de muitas companhias americanas que proíbem o transporte de cães braquicefálicos quando a temperatura passa de 23° C, o que até é justificável, além de não ser uma proibição total.
bulldog frances=viagem=avião

A proibição ocorre principalmente nas empresas americanas, mas pelas minhas pesquisas a companhia Gol também não está mais permitindo o transporte aéreo de nenhum bulldog em nenhuma de suas variações (inglês, francês, americano...), o que me deixou com dúvida foi porque só os buldogues? Pugs, por exemplo, também são raças braquicefálicas, e também têm problemas respiratórios...

Sempre viajei de TAM e espero que essa restrição não atinja todas as companhias, pois, caso isso aconteça, vai complicar a vida de muita gente.

Não estou dizendo que cuidados não devam ser tomados! Isso deve sim ser uma preocupação, tanto do dono quanto das companhias aéreas.

O que me parece é que a restrição não é para o bem das raças braquicefálicas, e sim para eles não terem problemas e se isentarem de "dores de cabeça", já que eles mesmos não tomam os cuidados necessários (já soube de cães que são deixados nos galpões quentes até a espera do embarque). 

O que me levou a essa conclusão foi que a nova proibição das empresas americanas,vem logo depois da divulgação de um relatório pelo Departamento de Transporte americano, feito entre 2005 e 2010, que informa que metade dos cães que morrem durante os voos são de raças braquicefálicas.

A restrição ocorre, segundo as companhias aéreas, porque cães braquicefálicos correm mais risco de terem problemas respiratórios durante um voo porque sua respiração é mais restrita que as demais raças. No ar, a respiração desses cães fica mais pesada e pode levar à morte (nem citaram o  risco de hipertemia, que é um agravante no transporte de cães desse tipo).

criterios-viagens-caes
Fonte: Folha de São Paulo
Segundo uma ONG de proteção aos direitos dos animais, a SPCA Hong Kong, a proibição é um exagero:
"Nós entendemos que devem existir pesquisas e estatísticas para determinadas raças de cães que são mais problemáticos se despachados nos voos, mas há casos em que levar o animal é inevitável, por exemplo quando os donos se mudam de país", disse Rebecca Ngan, porta-voz da ONG.

Segundo ela, a norma preocupa pois pode ajudar a aumentar o número de cães abandonados pelos donos, já que nem todos poderão ser mais levados nas viagens.

E agora?? E se todas as empresas aéreas proibirem? Como levar um cão, sendo impraticável levá-lo de carro?

Eu realmente já estou com essa preocupação, também agora vou ficar mil vezes mais preocupada quando levar a Alana de avião, porque, mesmo que eu tome todos os cuidados possíveis, eles podem não ter o mesmo empenho (cachorro pra eles é só mais um)...

french bulldog trip
 
Para amenizar os riscos sempre escolha voos noturnos para viajar com seu frenchie (é bem mais fresco). Solicite apenas um remédio de enjoo para o seu veterinário, lembrando que a sedação em buldogues para viagens, principalmente aéreas, é contra-indicada.

Para saber mais sobre os cuidados com viagens de avião e de carro leia também:
Literalmente um parto de viagem: a ida
Literalmente um parto de viagem: a volta

 Para ler a notícia completa: Companhia aérea proíbe animais de focinho curto de viajarem de avião
Outra matéria muito interessante sobre a restrição da Gol em relação aos bulldogs: Gol suspende embarque de bulldogs

27 de julho de 2011

Linguagem Canina: Eles Falam?

Sim! Eles Falam! 

Hã?! Como assim?

Os cães falam entre si e também tentam se comunicar com seus donos da mesma forma, ou seja, usando a linguagem corporal, assim como nós humanos a usamos.
linguagem canina
Os cachorros podem não se expressar exatamente como nós humanos, mas sabem muito bem demonstrar o que querem e o que estão sentindo, cabe apenas a nós "decifrar" o que eles querem nos dizer.

Mas como decifrar a linguagem de seu frenchie?

Aqui vão algumas dicas:

Latir com intervalos de 15 segundos: Muito provavelmente seu cão está querendo lhe pedir alguma coisa. A parte fácil é que ele tende a lhe mostrar o que deseja, como água, comida, passear, etc.
Latir com intervalo entre 3 e 5 segundos: Talvez seu melhor amigo esteja em estado de alerta e está querendo lhe mostrar alguma coisa.
Latir sem parar: Este é o clássico latido de ataque e seu cachorrinho deve estar preparado para morder ou atacar alguma coisa.

Os latidos em excessos podem ser também indicativos de problemas comportamentais (como alguém toca a campainha e seu cachorro não para de latir um segundo).

Rosnar: Preparando-se para o ataque ou dando um aviso que o cão ou pessoa deve se afastar;
Uivar: Às vezes pode ser sinal de que existe alguma cadela no cio nas proximidades, e às vezes alguns cães costumam fazer isso como forma de chamar a atenção e não serem deixados sozinhos;
Resmungar: (hum... a Alana adora fazer esse! rs...) Tentativa de lhe chamar atenção para carinhos, brincadeiras e um pouco de atenção, ou seja, talvez esteja com frio ou com fome.
Gemer baixo: Sinal de sofrimento e dores. A Alana também costuma fazer isso quando quer alguma coisa, por exemplo: quando um brinquedo fica preso em algum lugar que ela não alcança ela deita perto e fica gemendo baixinho para alguém ir lá e tirar o brinquedo para ela;
Gemer alto: Muita dor.
Chorar: Solidão, tristeza, impaciência ou medo de algo.
Chorando baixo: Talvez seu cão esteja com algum ferimento ou com medo.
Chorando alto: Sinal claro de ansiedade.
Bocejar: Assim como é para os humanos, o bocejo também é para os cães.
Lambidas: É uma das melhores formas de seu cão demonstrar carinho para você. Lambidas embaixo do queixo querem dizer submissão;

dog language
Fonte: Dogdogs

Orelhas empinadas para frente: Sinal de curiosidade e atenção.
Orelhas empinadas para trás: Tentando identificar algum barulho atrás dele.
Olhar fixo: Curiosidade e atenção.
Olhar típico de sono: O cachorro não apresenta estar tão curioso.
Olhar com o canto dos olhos: Receio e desconfiança.
Cabeça levemente inclinada para o lado: Seu cachorro está prestando atenção em alguma situação nova para ele.
Cabeça baixa: Algum desconforto, tal como dores ou tristeza.
Cheirando o traseiro: É através dos odores desta parte do animal que os cães conseguem uma identificação direta entre si. Também é visto como gesto de cordialidade.
Ofegante: Se seu cachorro estiver com a boca aberta e a língua pra fora é sinal de cansaço e/ou excitação.
Dentes à mostra: Ameaça de ataque.
Deitado de barriga pra cima: Está mostrando submissão a seu dono ou a outro cachorro.
Parte da frente do corpo abaixada: Sinal de que seu grande amigo que brincar!
Alegria: Pulos, pequenos latidos e lambidas em suas mãos e pés.

Aqui vão algumas dicas para quem tem um cão com cauda. No caso do bulldog francês isso vai ser um pouco difícil de aplicar, já que eles não têm rabinho para demonstrar os sentimentos - um dos problemas do pequenino rabo do frenchie - (talvez por isso eles sejam tão persuasivos com os latidos, patas, movimentos das orelhas e cabeça e seus olhares irresistíveis).
 
Rabo levantado na vertical: Sinal de excitação ou agitação.
Rabo levantado a 45 graus: Cachorro disputando liderança e/ou autoconfiança.
Rabo na horizontal: Características de cães de caça apontando alguma coisa.
Rabo entre as pernas: Sinal de submissão ou medo.
Rabo balançando: Simpatia, alegria e/ou algum tipo de desconfiança ou aceitação.

Olhe agora para o seu frenchie! Com certeza ele está tentando te dizer alguma coisa nesse momento, agora você poderá tentar saber o quê!

bulldog francês


Fonte: Dogdogs


26 de julho de 2011

Período de Socialização do Filhote.

Os filhotes devem ficar com a mãe do nascimento até, no mínimo, o 50º dia (o ideal é que fiquem até os 2 meses com a mãe). Nesse período eles aprendem a lidar com outros cães (brincando ou brigando com os irmãos) e a aceitar a disciplina imposta pela mãe. Por isso, os filhotes retirados precocemente da mãe têm mais dificuldades de relacionamento com outros cães, são mais agressivos e respondem pouco ao treinamento.

filhotes-french-bulldog

Após esse período inicial, o cão entra no chamado período de socialização (a partir do 50º dia após o nascimento até o 85º dia). Nesta fase o filhote já é capaz de aprender tanto quanto um cachorro adulto. É muito importante, nesse período, apresentar tudo o que você puder ao cachorrinho.

Lembrando que o seu filhote ainda não estará com o esquema de vacinação completo, então não o exponha a riscos desnecessários. Converse com seu Vet sobre opções de como apresentar seu filhote ao mundo sem correr o risco de adquirir doenças.

Mas isso não deve impedí-lo de estimular o filhote. De acordo com a Sociedade Veterinária Americana de Comportamento animal (AVSAB) todos os filhotes devem receber a socialização antes de estarem completamente vacinados, tomando-se os cuidados apropriados quanto ao risco de infecções. Assim, evite colocá-lo no chão de lugares públicos (mas isso não quer dizer que você não possa levá-lo aos lugares no colo) e garanta que todos os contatos sejam com animais saudáveis e vacinados.

socialização de filhotes

Então... como começar a socialização?

A socialização do filhote já deve começar assim que você o traz para casa: Depois de visitar o veterinário e verificar que está tudo bem com seu filhote você deve começar, em casa, a acostumá-lo aos novos sons, cheiros e lugares da sua casa. Depois de alguns dias você já poderá sair pela cidade (sempre com ele no colo, ou passeios de carro);

Ande com seu filhote por aí: No colo você poderá a ele novos cheiros, barulhos altos do tráfego (como motos, caminhões), várias pessoas diferentes. Você já pode começar o adestramento com reforço positivo, por exemplo: assim que seu filhote ouvir uma sirene você pode utilizar o clicker e dar um petisco, assim ele irá associar os barulhos a coisas boas (o petisco);

Crianças: Se você não tem filhos, é interessante que você traga alguma criança (sobrinho, afilhado, primo) para brincar com o filhote na sua casa (sempre com a sua supervisão);

Alimentação: Quando seu filhote estiver comendo, fique perto, mexa na comida às vezes, com isso você poderá evitar agressões futuras relativas à comida;

Superfícies diferentes: Deixe seu filhotes, se possível, experimentar várias superfícies diferentes, como madeiras, porcelanatos, cerâmicas, carpetes (cuidado com as vacinas, coloque-o somente em locais controlados onde você tem certeza que não irá expor seu filhote a riscos);

Brinquedos variados: Apresente ao seu filhote vários brinquedos diferentes: bolas, bichos de pelúcia que fazem barulhos, ossos;

brinquedo-filhote-cachorro
Fonte: www.adestramentoresponsavel.com
Ruídos diferentes: Além dos sons da rua, você deve mostrar outros sons para seu filhote, por exemplo: aspirador de pó, bater de uma porta, barulho de um cortados de grama, campainha, barulho de crianças brincando (sempre usando o reforço positivo com o clicker);

Cuidado para não traumatizar seu cão! Em relação à fogos de artifício em dias de festas e jogos, tenha uma atenção maior com seu filhote, tente distraí-lo brincando, dando petiscos, enfim, não o exponha em excesso.

Movimentos diferentes: Novamente, com ele no colo, mostre pessoas de bicicleta, carrinhos de bebê, pessoas andando de patins, skate, pessoas correndo, crianças jogando bola;

A importância da socialização é grande, pois o isolamento do filhote nessa fase pode levar a redução do interesse e da procura de contato com pessoas e outros animais. Pode ocasionar imaturidade, comportamento anormal, agressividade por medo e deficiência no aprendizado.

Um filhote social é aquele que conhece as regras de convivência, interação, como se aproximar e recuar, como demonstrar suas intenções, entende a hierarquia e aceita as regras e limites impostos.

Cada cachorro é diferente, podendo apresentar reações diferentes aos diversos estímulos, por isso, caberá à você trabalhar cada reação de seu filhote

Socializar seu cãozinho é, com certeza, muito importante, isso evitará problemas de comportamento futuros e, também, fará com que seu cão seja mais equilibrado e sociável.

french bulldog and english bulldog
Fonte: Photo by Solutionsoap

22 de julho de 2011

Diagnóstico das Causas das Alergias em cães: SPOT TEST

As alergias nos buldogues franceses são extremamente comuns, por isso, seu diagnóstico é muito importante para que se possa realizar um tratamento eficaz contra as alergias recorrentes.

Geralmente, as dermatites alérgicas começam com coceiras em graus variados, e suas causas são ínumeras.

Vários testes podem ser feitos para descobrir a causa das alergias como histopatologia da pele, testes dérmicos ou alimentares. Mas, pelas minhas pesquisas, atualmente, no Brasil, o teste mais completo para a identificação dos alérgenos aos quais seu frenchie é sensível é o SPOT teste, feito pela CEPAV.

Cachorro-alergia

Infelizmente, ainda, seu preço é um pouquinho salgado: em torno de R$ 400,00. Mas, se o seu bulldog tem alergias frequentes, acho que vale a pena sim desembolsar esse dinheiro e descobrir de uma vez por todas a(s) causa(s) da dermatite alérgica.

Mesmo porque a cada espisódio alérgico de seu frenchie você gasta com veterinários, remédios, outros exames, além de, muitas vezes, intupí-lo de corticóides.

A CEPAV é um laboratório e funciona da seguinte maneira: os veterinários colhem o material e enviam para eles analisarem. Dependendo da cidade onde você mora, é só encontrar um veterinário que colha o sangue do seu cão, centrifugue e separe o soro (é através dele que será feita a análise), é necessário em torno de 4 ml de soro. Colhido o material, seu Vet fará a requisição do exame e poderá mandar tudo por SEDEX.

cachorro doando sangue

Mas afinal, o que é o SPOT teste?
 

A tecnologia SPOT, combina dois dos principais métodos laboratoriais para detecção de imunoglobulinas IgE: Radioimunoensaio e Enzimaimunoensaio.

O SPOT TEST mede os níveis das Imunoglobulinas IgE especifica que estão aumentadas nos casos de doença alérgica. Por exemplo: Se um animal e alérgico a pó, ele terá níveis de Imunoglobulina IgE especificas anti pó em altas concentrações no sangue.


Como funciona esta nova tecnologia e por que ela é melhor? 
Após a exposição a um alérgeno, o organismo produz anticorpos ( IgE e IgG ). O IgG é o anticorpo predominante sendo produzido em grandes quantidades. O IgG circulante interfere com os resultados dos testes. Para contornar este problema, todas as amostras de soro são primeiramente absorvidas com a proteína do Staphylococcus tipo A extraída da parede celular do Staphylococcus aureus. Esta proteína tem uma grande afinidade com a fração complemento da IgG, removendo esta Imunoglobulina do soro a ser testado.


Outro fator que interfere com o resultado dos testes é a presença no soro de anticorpos anti-IgE não específico. Estes altos níveis de IgE não específico são normalmente causados por infeções parasitarias nos animais. O IgE não específico compete com o IgE específico ocasionando erros nos resultados. Este problema foi solucionado com a absorção das amostras a serem testadas com antígenos de Helmintos. Os Helmintos são um dos antígenos mais comuns responsáveis pelos altos níveis de IgE no soro. O efeito deste procedimento de absorção é diminuir a concentração de IgE não específica no soro.
Estes 2 procedimentos irão garantir um teste muito mais sensível e altamente específico.
Quais são as substâncias testadas?

O teste é realmente completo, vai desde de ácaros, gramídeas até alimentos, veja todos os alérgenos que são testados:

TESTE "SPOT" PARA DIAGNOSTICO DA ALERGIA
MATERIAL: SORO
GRAMÍDEAS
ARBUSTOS/ERVAS
ÁRVORES
FUNGOS/LEVEDURAS
Cynodon sp.
Rumex sp.
Morus alba
Aspergillus
Paspalum sp.
Plantago sp.
Acacia sp.
Alternaria
Dactylis sp.
Ambrosia elatior
Platanus sp.
Helminthosporium
Festuca rubra
Prietaria sp.
Ulmus sp.
Hormodendrum
Lolium perenne
Artemisia sp
Arecastrum sp.
Penicillium
Anthoxanthum sp.
Amarhantus sp.
Pinus sp.
Rhizopus
Agrostis alba
Salsoka kali
Quercus alba
Smut mix
Poa pratensis
Iva ciliata
Ligustrum sp.
Stemphylium
Holcus lanatus
Chenodpodium sp.
Populus sp.
Curvularia
Bromus inermis
Taraxacum sp.
Salix sp.
Candida albicans
Phleum sp.

Fraxinus sp.
Pullularia
Secale cereale

Eucalyptus sp.
Nigrospora



Saccharomyces

INALANTES CASEIROS
Algodão
KapoK
Piretróides
Juta/Sisal
Tabaco
Carpete
Pó Caseiro
Ácaro de pó
Barata
Pernilongo
Mosca Doméstica
Pulgas
Malassezia sp.
Staphylococcus sp.

EPITÉLIOS
Pêlo de gato
Pêlo de cão
Penas
Pêlo de cavalo
ALIMENTOS
Frango
Vitela
Milho
Peru
Batata
Coelho
Ovo
Trigo
Sorgo
Levedo
Boi
Leite
Carneiro
Aveia
Tomate
Porco
Soja
Arroz
Cevada

Cenoura
Ervilha
Pato
Peixe


Identificando a causa da alergia seu veterinário poderá saber com mais precisão qual o tipo de dermatite do seu cão e qual o tratamento mais indicado.

Caso você tenha ficado com dúvidas, entre no site da CEPAV e converse com eles, são muito atenciosos e gentis. O link do site é: CEPAV Laboratório.

Converse com seu vet sobre o teste, é caro, mas, com certeza, vai valer a pena saber qual o motivo da alergia do seu cão!

buldogue frances-alergia-feliz