31 de agosto de 2011

Mais Dicas Naturais contra Pulgas!

Continuando com as dicas de formas naturais de combate contra as pulgas...

Mais uma vez:

Atenção! Muita cautela e cuidado quando decidir passar qualquer coisa no seu cão, principalmente em buldogues franceses que têm a pele sensível e podem ter alergias a muitas coisas. Caso você note a pele avermelhada e muita coceira, suspenda o uso do que você está passando e leve seu cão imediantamente para o veterinário.

Lembrando que quando você for borrifar algo evite a área dos olhos e nariz. Evite passar qualquer produto se o cão apresentar feridas, aranhões ou problemas de pele sem antes consultar seu veterinário.

Fonte: Inovavox

Boldo Chinês:

1 LITRO DE ÁGUA  
100 GRS DE BOLDO CHINÊS (boldo rasteiro)
1 PEDRA DE SABÃO DE COCO

Ferver as folhas no litro de água. Coar. Ralar a pedra de sabão de coco e colocar no chá. Dar um banho no animal, deixando alguns minutos o shampoo na pele. Enxaguar;

Camomila: 

Repele pulgas e roedores quando plantada em seu quintal;

Preparado com erva cidreira (também chamado de capim limão):

Serve para pulverizar sobre seu pet uma vez por semana. “O efeito desse spray é longo, portanto, uma aplicação semanal é suficiente para evitar pulgas e parasitas.”

- Folhas e talos de erva cidreira ou capim limão
- 100 ml de álcool
- 1 litro de água
- 2 colheres de sopa de sal

Apanhe as folhas e talos do capim limão e esmague até obter um caldo esverdeado. Depois acrescente o álcool para fixar as propriedades ativas. Deixe descansar por 24 horas e adicione a água e o sal, mexa tudo e está pronto para pulverizar sobre o cão uma vez por semana.

Esse preparado deve ser mantido em vidro âmbar ou outro vidro qualquer enrolado em papel alumínio, pois ambos impedem a penetração de luz, capaz de interferir nas propriedades de muitos compostos. Uma garrafa de cerveja é perfeita para esse uso.

Chá de arruda:

Para repelir pulgas do seu cachorro, pingar uma gota de chá de arruda na pele do mesmo. 

Prepare uma infusão com 20g de folhas de arruda em 1 litro de água quente (sem ferver) e use como a última água de enxágue. Deixe secar naturalmente. 

Galhos da erva-de-santa-maria sob a cama do seu cão também age como repelente.


Banho natural:

- Suco de um limão espremido,
- 1 colher de sobremesa de levedura de cerveja em pó,
- Algumas gotas de um dente de alho fresco espremido
- 1-2 colheres de sopa de vinagre e um pouquinho de água.

Misture tudo e passe no corpo de cada cachorro, massageando e deixando por uns cinco minutos. Depois enxágue e use um xampu comum. Durante alguns dias, o cachorro pode ficar com um pouco de cheiro por causa do alho – sendo assim, se preferir, retire-o e troque por chá de hortelã fresco, bem forte. Deixe o cão à sombra quando estiver aplicando a mistura. 

Frontline caseiro
  
1 litro de álcool de cereais.
30 pedras de cânfora ou 60 gramas dela em pó.
3 pacotes de cravo da índia pequeno, ou um pacote de 100 gramas, que pode ser encontrado nas casas de produtos naturais.
1 copo de vinagre de maçã (sugiro o orgânico).

Obs: Não leva água.

Modo de fazer:

Misture tudo e deixe em infusão até dissolver a cânfora.
Misture todos os ingredientes, deixe curtindo por mais ou menos uma semana.
Após esse período coar num coador de papel e colocar num borrifador manual.
Deve ser aplicado sobre todos os pêlos dos cães e gatos no sentido anti-horário.
Usar no máximo uma vez por mês, em caso de infestação de pulgas ou carrapatos aplicar a cada 15 dias, após a melhora somente mensal.

Dica:
Você precisa dissolver as pedrinhas de cânfora junto ao álcool primeiro e depois acrescentar o cravo da índia fervido em 1 copo de água(chá forte). 

OBS: Esse produto pode ser usado em humanos para combater moscas em pescarias e para pernilongo dentro de casa.

OBS: Esse produto não deve ser usado em filhotes de até 5 meses, pois não foi testado em nenhum filhote dessa idade, por isso é melhor ter precaução.


Fontes:

1. Portal da cinofilia
2. Caninablog: pulgas - dicas naturais e eficientes (parte II)
3. Cao preferido
4. Critterminute: plants that repel fleas
5.  Bichos online
6. Caninablog: Dicas naturebas para cachorros


30 de agosto de 2011

Combata as Pulgas de Forma Natural!

As pulgas são ectoparasitas chamados temporários porque vão aos animais somente para alimentação, estando presente maciçamente no ambiente, ou seja, apenas 5% das pulgas estão no animal e 95% estão no ambiente.

E é no ambiente onde as pulgas vão fazer a sua postura dos ovos. Por isso, além do tratamento do animal também deverá ser feito o controle do ambiente.
Os cientistas já identificaram quase 2 mil espécies de pulgas, mas ironicamente, é a Ctenocephalides felis - a pulga de gato - que mais aflige os cães.

A pulga passa por quatro estágios no seu ciclo de vida. Esta sofre uma completa metamorfose a cada estágio. Seu ciclo de vida pode durar de 12 a 174 dias e depende da temperatura ambiente e da umidade.

Fonte:Frontline
Cães com pulgas são um grande problema. As pulgas são sugadoras de sangue e onde você achar uma, pode ter certeza de que achará muito mais. Alguns cães são muito sensíveis à saliva de pulgas: uma única picada pode ser o suficiente para iniciar a Dermatite Alérgica à Picada de Pulgas (DAPP).

Hoje podemos encontrar inúmeros produtos que prometem acabar com esses parasitas e evitar que novos infestem seu cão. Existem muitas opções como: talcos, pipetas, sprays, coleiras.

No entanto, esses produtos convencionais de controle de pulgas contêm alguns produtos químicos desagradáveis ​​que são prejudiciais para a saúde do seu animal, isso porque eles contêm alguns tipos de pesticidas.

Muitos animais tem tido reações alérgicas às pipetas anti-pulgas. Em 2008, foram registrados, junto à Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA) 44.000 casos de reações alérgicas que variavam de irritações na pele à morte do animal, nos casos mais graves (600 mortes).

Confesso que costumo usar a tal pipeta de uma marca famosa na Alana, mas tenho aos poucos mudado meus hábitos e aderido a algumas formas naurais de combate às pulgas, e, assim, diminuindo o uso dos produtos químicos.

Então, vamos explorar alguns métodos mais naturais de controle de pulgas:

Lembrando que para o controle de pulgas, há duas áreas a abordar:


Primeira: tratar as pulgas adultas que estão no seu cão, que também inclui a redução da produção de ovos.


Segunda: reduzir as várias fases do ciclo de vida da pulga no meio ambiente, tanto na casa como no quintal.

Faça um teste: Experimente colocar uma grande tigela de água quente no meio de uma sala durante a noite. O calor vai atrair pulgas e eles irão pular na água. Veja quantas você pode encontrar.


Formais naturais de combater as pulgas:

Atenção! Muita cautela e cuidado quando decidir passar qualquer coisa no seu cão, principalmente em buldogues franceses que têm a pele sensível e podem ter alergias a muitas coisas. Caso você note a pele avermelhada e muita coceira, suspenda o uso do que você está passando e leve seu cão imediatamente para o veterinário.

Lembrando que quando você for borrifar algo evite a área dos olhos e nariz. Evite passar qualquer produto se o cão apresentar feridas, aranhões ou problemas de pele sem antes consultar seu veterinário.

Alimentação: 

Como sempre, a dieta é o início. A coisa mais importante que você pode fazer é alimentar seu cão com uma dieta que reforce a sua saúde em geral. Cães saudáveis e bem nutridos sofrem menos de pulgas, pois eles são mais capazes de resistir e repelir os ataques delas.


As pulgas preferem cães com imunidade baixa (cães fracos, sub-nutridos).

Você pode incluir uma fatia bem fininha de alho por dia na alimentação do seu bulldog, ou ainda incluir levedo de cerveja (1 colher de chá rasa polvilhada na ração por dia é suficiente);

Luz: 

Uma das "armadilhas" contra as pulgas consiste de uma lâmpada verde de luz fraca e um adesivo por baixo: as pulgas são atraídas pela luz e caem no adesivo, morrendo grudadas. Uma vasilha com água e um pouco de detergente (para fazer a pulga afundar) também funciona no lugar do adesivo. Usar de noite.

Catar as pulgas "sobreviventes" com freqüência;

Oléo de Neem e Citronela:

Preparado contra pulgas e carrapatos para quintal e pisos (não é para ser colocado no animal e sim no ambiente):

- 5 litros de água
- 100 ml de óleo de Neen 
- 50 ml de citronela

Misture os ingredientes e coloque em um borrifador. A mistura pode ser usada dentro de casa e até mesmo no gramado ou plantas.  Espere umas horinhas depois da aplicação, para secar, e depois solte o pet no jardim, como de costume. Não há problema se o animal ingerir o produto, salvo se for uma fêmea grávida, pois o Neem pode ter efeito abortivo.

O Neem (Nim) pode ser comprado em pet shops

Vinagre: 

Misturar 4-6 colheres de chá de vinagre de maça orgânico em 4 litros de água. Dar essa mistura para seus animais de estimação como água de beber apenas. (Durante o inverno, dar-lhes quatro colheres de chá. Durante o verão (estação da pulga) dar-lhes seis colheres de chá);

Roupas e caminhas

Lavar as roupas (cobertor, panos) e a cama de seu cão regularmente (use um ciclo de enxágue com água quente e um pouco de vinagre branco de álcool). Isso remove os ovos de pulgas e larvas.


Quando você lavar algum cobertor dobre os cantos primeiro para evitar dispersão de qualquer inseto / ovos quando pegar o cobertor. Se o seu cão dorme em sua cama, não se esqueça de lavar suas roupas de cama também.

Se você tiver secadora utilize-a no ar quente para secar as roupas.

Entre os banhos:

Penteie seu cachorro com um pente de pulgas para buscar pulgas adultas. Quando você encontrar uma pulga, colocá-la em um copo / taça de água com sabão para matá-la. Você pode também, em vez da agua com sabão, usar álcool para matar pulgas. 


Tapetes e móveis

Devem ser aspirados com freqüência. Concentrar seu esforço em mobiliários, rodapés, frestas do piso e em torno de onde o seu animal de estimação passa a maior parte do tempo. 

O saco do aspirador de pó deve ser colocado ou no freezer ou ao sol por algumas horas para matar as pulgas. Você pode também queimar o saco.

"Chá" de Capim Cidreira:


Coloque um litro de álcool em um recipiente que possa ser fechado e coloque metade dele com erva cidreira fresca (Aquela de folha comprida) e deixe assim por 24 horas.

Depois misture a solução que se criou a 10 litros de água e dez colheres de sopa de sal e coloque em 5 pets de dois litros. Então é só borrifar 2 x por semana na casa toda, ou quintal, de onde podem estar surgindo as pulgas.

Chá de Cravo da India:

Preparar uma infusão e no último enxague do banho, jogue neles. Além de ficar um perfume delicioso, espanta carrapatos e pulgas.

Sabonete Phebo:

Você pode dar banho no seu cão com sabonete Phebo, já que é feito de pétalas de rosas e estas servem como repelente para pulgas.   

No próximo post mais receitas naturais de combate às pulgas!



Fontes:
1. Dra priscila alves: DAPP
2. Caninablog: dicas naturais:proteja sua casa das pulgas e carrapatos
3. Ecobites: natural tips 
4. Blog seattlepi :natural tips to prevent fleas without the use of chemicals
5. Ecolife: natural pet flea control repellent
6. Animalivre
7. Tem cachorro na cozinha: dicas naturais contra pulgas



29 de agosto de 2011

O Bulldog Francês e sua História.

Especulações não faltam sobre a origem do Buldogue Francês. A opinião mais popular é que a raça é originária de Bulldogs ingleses miniaturas (toy bulldog) trazidos para a França pelos artesões durante a revolução industrial e a crise econômica na Inglaterra.


No entanto, origens anteriores descobriram um cão indiano que vivia no antigo Peru, chamado Chincha Bulldog. Ele foi descoberto em escavações de cães mumificados e esqueletos.

Estas escavações confirmam que esta raça tinha um crânio e anatomia semelhantes ao Bulldog Francês e viveu no Peru entre 1100-1400 a.d.

Ao discutir a história do Bulldog Francês, devemos notar a importância de três países: Inglaterra, França e América. Na Inglaterra surgiu a base do nosso Frenchie atual: o antigo buldogue.

Criadores na França desenvolveram bulldogs menores e os criadores americanos definiram o padrão das "orelhas de morcego".


 
Começamos com o bulldog na Inglaterra: O tipo de bulldog inglês antigo era muito diferente do que atualmente conhecemos: era um cão forte, atlético, alto na perna, capaz de ser utilizado nos combates. 

Estes buldogues eram bastante populares entre os trabalhadores ingleses. Muitos criadores começaram a mudar a raça para um cão maior, mais entroncado, com características exageradas. Cruzados com outros terriers resultaram em raças usadas para brigas.


Outro grupo de criadores desenvolveram um tipo menor, mais leve, em torno de 12 - 25 kg de peso, com orelhas no formato de "rosa", testa redonda e mandíbula curta, com um toque de vivacidade terrier. O resultado desse cruzamento era bastante popular entre os trabalhadores da região central inglesa, em particular, os artesãos.

A Revolução Industrial:
As muitas crises econômicas do século 19 e a produção industrial de têxteis tornou a vida muito difícil para o produtor de artesanato, fazendo com que muitas lojas fechassem e seus trabalhadores obrigados a emigrar para o Norte da França.

Muitos desses trabalhadores trouxeram seus bulldogs menores, pois eles eram fáceis de contrabandear a bordo do navio. Os caes tambem foram trazidos porque esses trabalhadores viviam em aposentos pequenos cheios de ratos, assim, eles precisavam de algo para matar esses ratos.

Há muita especulação, mas a teoria é a de que esses bulldogs foram cruzados com um tipo de terrier, produzindo as “orelhas de morcego” que hoje vemos no buldogue francês.

Anos mais tarde esses buldogues franceses, chamado de Bouledogue Francais, tornaram-se o cão favorito dos parisienses, como açougueiros, comerciantes e proprietários de café e tecidos, também ficou famoso como o favorito das prostitutas de Paris, Les Belles de nuit.

O famoso artista Toulouse Lautrec retratou em várias obras Bouboule, um Frenchie de propriedade de Madame Palmyre, dona de um conhecido restaurante "La Souris".

Assim, as pessoas da sociedade perceberam esses bonitinhos bulldogs e, em pouco tempo, eles viraram moda. A maioria dos britânicos não queria saber desse bulldogs franceses e, por isso, foram os franceses que ficaram encarregados da raça até o final do século 19.

Os franceses desenvolveram uma raça mais uniforme, com um corpo compacto, pernas esticadas, mas sem o maxilar inferior extremo do Bulldog Inglês. Alguns continuaram com as "orelhas de morcego", enquanto outros mantiveram as orelhas em formato de rosa. 

Três Gerações de Frenchies.
Americanos ricos que viajaram para a França ficaram apaixonados por estes cães, e em pouco tempo começaram a trazê-los para os EUA. Eles preferiram os cães com orelhas eretas, o que foi muito bom para os criadores franceses, que preferiam aqueles com as orelhas em rosa, assim como os criadores britânicos.

 

 
Senhoras da sociedade apresentaram um Frenchie pela primeira vez em 1896 na Westminster e um Frenchie foi destaque na capa do catálogo da Westminster de 1897 mesmo não sendo a raça aprovada ainda na AKC.


Naquele show, tantos cães com orelhas eretas como "orelhas de morcego" foram exibidos, mas o juiz inglês preferia apenas os cães com orelhas em "rosa" o que acabou enfurecendo os criadores norte-americanos, por este motivo, eles rapidamente organizaram o French Bulldog Club of America e elaboraram um padrão para a raça que permitia apenas as orelhas de morcego.



O French Bulldog Club of America foi o primeiro clube no mundo especializado na raça Bulldog Francês. Em uma de suas primeiras exposições realizadas pelo clube o primeiro bulldog francês premiado era tigrado (Dimboola).


A Popularidade dos Frenchies disparou, especialmente entre o pessoal da Sociedade da Costa Leste. Após a I Guerra Mundial a popularidade da raça entrou em declínio que durou os próximos 50 anos.

A enorme popularidade de outra raça pequena braquicéfalica, o Boston Terrier, provavelmente contribuiu para isso. Além disso muitos Frenchies tiveram problemas de parto natural (anos antes das cesarianas veterinárias serem realizadas rotineiramente).

Meses quentes de verão (antes dos ar-condicionados residenciais tornarem-se comuns) acabaram afetando muito desses cães. O interesse em cães de raça pura diminuiu durante a Grande Depressão dos anos 1930.

Um pequeno número de criadores de bulldogs franceses, na América e na Europa, mantiveram a chama viva, mas por volta de 1940 os buldogues franceses foram considerados uma raça rara e apenas 100 foram registrados no AKC.

Os anos durante a II Guerra Mundial foram difíceis para todos os criadores de cães, especialmente para aqueles na Europa, onde muitos cães morreram de fome ou foram abatidos por falta de comida.

Até então existiam mais Frenchies tigrados e alguns tigrados com branco.

Cores cremes eram raras e não eram tão populares até os anos 1950, quando uma criadora de Detroit, Amanda Ocidente, começou a mostrar Frenchies creme com um sucesso fenomenal.

Seus cães, principalmente de cores cremes, registraram mais de 500 vitórias e 111 do melhor grupo de premiação, bem como 21 vitórias consecutivas da raça em Westminster. A partir daí, filhotes cremes foram cada vez mais comum nos shows. 

Entretanto, os registros de Frenchies totalizaram apenas 106 em 1960 e um artigo no Diário AKC declarou: "Há muitas vantagens em possuir um cão desta raça, mas há muitos cães e muito pouco expostos. Se a tendência continuar, eventualmente, a raça será extinta. Ninguém quer ver a superpopulação da raça mas, certamente, a raça merece ser conhecida e apreciada pelo público”.

A década de 1980 testemunhou um rápido aumento no número de registros de buldogues franceses devido a uma energizada do French Bulldog Club of America, que incluiu criadores mais jovens, que transformaram a mostra anual de especialidades em grandes eventos e contribuíram para a The French Bullytin, uma nova revista dedicada exclusivamente aos Frechies.

Em 1980 foram 170 registros da raça e em 1990 foram 632. Desde então, a popularidade destes pequenos cães disparou, e mais de 5.500 cães foram registrados em 2006.

Hoje em dia não é tão incomum ver Frenchies aparecendo em propagandas, filmes ou em histórias sobre celebridades.

Esta popularidade pode ser assustadora para aqueles que amam a raça e lutam uma batalha constante para manter o tipo da raça e minimizar os problemas de saúde a que estão sujeitos os Frenchies.

Infelizmente, criadores inescrupulosos e importadores complicam o quadro. Vamos torcer para que os sucessos de hoje não sejam uma moda passageira e que muitos criadores no futuro desfrutem tudo o que pode ser oferecido por esta raça tão excepcional!




Fonte: French Bull Dog Club Of America

26 de agosto de 2011

Ai! Meu Filhote Não Pára de Morder!

Uma reclamação freqüente dos donos de cães é: Meu filhote não pára de morder! O que eu faço?

Essa questão é bem mais comum quando estamos falando de proprietários de Frenchies. 

No caso do Bulldog devemos lembrar que, antigamente, era um cão de combate que teve que se tornar apropriado para a guarda e a companhia quando as lutas foram proibidas, ou seja, era uma raça cuja função originária e primitiva era morder e, queira ou não, essa inclinação também está presente no DNA dos companheiros e fofinhos Bulldogs modernos.

Por isso, o uso da boca em todas as fases do Bulldog é mais pronunciado do que em outras raças.
E é justamente por isso que o proprietário precisa compreender o significado da mordida do filhote e saber interagir corretamente para que problemas futuros sejam evitados.


Alguns donos menos experientes costumam se assustar, e associar essas mordidas à agressividade.  Outros acham que essas mordidinhas são tão inofensivas, que não fazem nada a respeito. 

As mordidas nada têm a ver com agressividade, lembre-se que é brincando de lutas e batalhas com os irmãos que os filhotes se preparam para ocupar a posição deles na hierarquia do grupo, por isso as mordidas não devem ser toleradas.


Se nós humanos permitirmos que nossos filhotes brinquem de morder a nossa mão, mais do que alguns pequenos cortes doloridos, vamos incentivar nossos cãezinhos a ocupar a posição hierárquica mais alta da família quando eles estiverem adultos.

De qualquer modo o cãozinho precisa interagir, mastigar e aliviar seu desconforto e ansiedade. E ele sabe fazer isso com a boca e, por mais que sua bronca seja bem dada, o cão dificilmente irá respeitá-lo se não tiver maneiras de substituir ou redirecionar esses comportamentos.

Outra coisa que muita gente não sabe é que filhotes também trocam os dentes. Os dentes de leite começam a cair por volta dos 3 meses e meio, e a troca se estende até os 5 ou 6 meses. 

Os dentes definitivos continuam “crescendo” até os 7 meses de idade, e tudo isso é doloroso para o filhote. Então, além dos filhotes morderem para testar sua autoridade, eles também utilizam a mordida como uma forma de tentar aliviar a dor da gengiva.

Brincar com seu filhote é extremamente importante para que ele se desenvolva plenamente, tanto física quanto psicologicamente, porém devem existir certas regras para evitar problemas sérios mais tarde.

Por isso, quanto mais cedo acabarmos com esse hábito, melhor. Pois se você não fizer nada, terá um cão adulto que sempre que quiser brincar irá te morder. E, acredite, essa “mordidinha” irá doer.

Assim, a inibição da mordida é uma das lições mais importantes da vida de um filhote de cachorro. É um processo pelo qual o filhote deve ser ensinado sobre o poder de suas mandíbulas e os limites das brincadeiras desde o início.

A forma como você brinca com seu filhote poderá afetar o futuro comportamento dele. Seu trabalho consistirá em escolher os jogos que ajudarão no adestramento do seu filhote e evitar aqueles que poderão criar problemas de comportamento à medida em ele for se desenvolvendo.

O que fazer então?

Eu confesso que você vai precisar de uma grande dose de amor e paciência para mudar o comportamento do seu bulldog, já que eles podem ser bastante teimosos e persuasivos, mas são lindos e muito fiéis.

O grande truque para solucionar qualquer problema de comportamento é, em primeiro lugar, entender o motivo que leva ao comportamento indesejado, pois não adianta tentar impedi-lo sem fornecer alternativas.

Há várias técnicas que podem ser utilizadas nestes casos, lembrando que nem todas as técnica funcionam para todo tipo de cão, ou seja, talvez você precisará testar várias até achar aquela que funcione para seu filhote.

Você pode tentar:

1.      Usar spray de água quando ele morder;

2.      Uma das maneiras práticas e seguras de provocar um desconforto no cão, aproveitando que ele já está mordendo a sua mão, é apertar a língua dele contra o fundo da boca com o dedão. Esse apertão deve ser rápido e só deve acontecer quando o cão morder de fato e nunca como uma maneira preventiva. O apertão deve ser desagradável, mas não deve machucar o animal;

3.      Uma dica que eu mesma utilizei quando a Alana era pequena e ela adorava: para ajudar a aliviar a aflição da coceira na gengiva é bom dar brinquedos congelados. Congele alguns objetos e dê ao seu cachorro: os cães costumam adorar e o gelado alivia mais rapidamente o desconforto da gengiva;

4.      Outra parte importante na abordagem do problema das mordidas, é ensinar ao seu filhote que é bom morder os brinquedos dele. Para que os brinquedos fiquem mais interessantes, eles devem nos representar - para isso, você também deve brincar com o objeto e, principalmente, deixar o seu cheiro nele (não é preciso esfregá-lo debaixo do braço! O olfato dos cães é muito melhor que o nosso;
5.      Se o seu cão não for mais um filhotinho, e sim um filhotão de 4 ou 5 meses, prenda em sua coleira uma guia bem curtinha, que alcance até o meio das pernas do cão. (corte uma guia velha no tamanho desejado, ou compre um mosquetão e amarre um pedaço de cordinha). Sempre que o cão vier morder, segure na guia, puxe-a um pouco para cima e diga NÃO com voz séria;

6.      Vire de costas: toda vez que seu cão vier lhe morder você fala não e vira de costas e não dê mais atenção a ele. Espere um pouco e volte, se ele morder de novo repita o procedimento até ele entender que não ganhará atenção com um comportamento indesejado;

7.      Da mesma forma como no item anterior você pode, em vez de virar de costas, sair do ambiente;

8.      Gastar a energia do filhote com atividade física e brincadeiras apropriadas e que não envolvam fortes mordidas é também uma excelente opção, pois energia acumulada e falta de atenção dos donos podem gerar situações em que o ato de morder nada mais é do que um pedido de atenção ou uma válvula de escape;

9.  Algumas pessoas utilizam uma latinha com moedas: na hora que ele morder você sacode a lata e diga NÃO!;

10.  Spray de água com pouquíssima pimenta diluída. Ao molhar o dedo e colocar na boca você não deverá sentir que é picante, mas com certeza a pimenta é irritante pro olfato dele. Assim como o spray de não pode você pode colocar na sua mão e nos moveis. Atenção: cuidado para não atingir os olhos do cão. O spray serve para ele se afastar por causa do cheiro, por isso borrife do lado dele, ou próximo, mas nunca diretamente no rosto dele;

11.  Você pode colocar algo amargo na sua mão para que ela deixe de ser atrativa para o filhote (podem ser utilizados, por exemplo, limão, pimenta, vinagre);

12.  Já vi algumas pessoas que utilizam o Bom-ar. Mais um alerta: Cuidado para não jogar direto no rosto do seu cão, isso pode causar irritações e alergias, tente direcionar para o lado do cão ou para baixo, a intenção é ele se incomodar com o cheiro, assim  como o spray de pimenta;

13.  Quando estiver brincando com o filhote, toda vez que ele morder forte demais, faça um som alto e agudo, imitando um ganido mesmo, cruze os braços e vire de costas para ele, se possível saia andando calmamente e ignore até ele parar. Assim ele aprenderá que toda vez que morder forte a brincadeira acaba;

14.  Pegue petiscos ou um punhado de ração, ofereça para o cão, se ele encostar os dentes na sua mão, retire a mão e coloque atrás das costas, se ele lamber a mão elogie e dê o petisco.

Não se esqueça de dizer sempre NÃO MORDE, enquanto aplica a correção e não permita que nenhum outro membro da família ou amigos deixe o seu filhotinho morder.

Aqui vão dois vídeos com algumas técnicas e as formas de aplicá-las:



É essencial que todos os membros da família trabalhem juntos no sentido de ajudar o seu filhote a estabelecer bons hábitos. Todo membro da família deve empregar os mesmos comandos em uma voz firme e natural. Se cada membro da família der um comando diferente, o seu filhote ficará confuso.

Procure sempre facilitar o comportamento correto do seu filhote. Ao encontrá-lo, leve algum brinquedo ou estimule-o a ir ao seu encontro com um brinquedo na boca. Como já dissemos anteriormente, é importantíssimo recompensar o comportamento correto e fornecer alternativas para o comportamento que queremos eliminar.

Uma outra técnica a ser utilizada é o adestramento com o clicker, funciona mais ou menos como o item 15, aqui tem um vídeo de treinamento das mordidas com o clicker:


O que NÃO fazer!

  • Nunca empurre o seu punho para baixo da garganta do filhote;
  • Nunca morda de volta (é... tem gente que faz isso sim...);
  • Nunca segure o focinho dele fechado;
  • Há pessoas que, para fugirem das mordidinhas, recolhem a mão em direção ao peito, ou colocam a mão no filhote e a retiram repetidas vezes para escapar da mordida. Não faça isso, pois você estará estimulando o cão a morder mais. Movimentos rápidos aguçam o instinto de caça do cão e ele irá morder a sua mão mais ainda; 
  • Nunca grite com ele;
  • E NUNCA, NUNCA bata no seu filhote (seja por qual motivo for).
Em 99% dos casos nos quais o proprietário tem alguma reclamação comportamental do seu cão, tal situação foi causada por erros cometidos pelo próprio dono do animal. Muito mais do que pensar em chamar um adestrador, são os donos que precisam ser “adestrados”, pois muitas vezes desconhecem o cão e o seu papel na vida dele.

Por isso, não espere que aquele Frenchie pequeninho e fofinho seja como uma máquina que já vem programada para funcionar sempre da mesma maneira e do jeito que você quer. 

Procure sempre ler, busque informar-se sobre tudo da raça, de seu comportamento. Como agir em diversas situações, e se necessário, procure ajuda profissional. 

Mas NUNCA desista! Filhotes dão trabalho sabia? Mas como nós eles têm que aprender, e esse é nosso papel: ensinar... com muita dedicação e carinho.

Photo by Izznit


Fontes:

1. Dogtimes 
2. Barbas e bigodes
3. Kennel club 
4. Bullblogingles
5. Cao cidadao
6. Bitcao

25 de agosto de 2011

Síndrome do Cão Nadador em Buldogues.

A Síndrome do cachorro nadador ou cachorro plano, Swimming Puppy Syndrome ou Síndrome do filhote tartaruga, ou ainda hipoplasia miofibrilar, é um raro transtorno no desenvolvimento motor dos cães que se manifesta entre a 2ª e a 3ª semana de vida.

É caracterizada pela incapacidade de ficar em pé ou andar, com hiperextensão das articulações tíbio-femoro-patelar e tíbio-társica e hiperflexão bilateral da articulação coxofemoral, justamente quando o cão começa a movimentar-se mais.




O filhote acometido apresenta abertura dos membros dianteiros (26% dos casos) ou a abertura nos membros traseiros (menos freqüente: 8%), ou tetraplégico (em 50% dos casos os quatro membros ficam abertos e o filhote fica com o abdômen encostado no solo, posição conhecida como tartaruga ou pára-quedista.

Raças mais acometidas:

Raças pequenas tais como o Teckel, Yorkshire, West Highland White Terrier, têm sido descritas, porém o maior acometimento ocorre nas raças condrodistróficas de tórax largo e extremidades curtas, como o bulldog francês, inglês, basset hound.

Aparentemente não há predomínio sexual. Cães com tamanho normal ao nascer, porém que apresentam crescimento mais rápido que os demais, são susceptíveis e muitas vezes se trata do último animal que nasceu.

Fêmeas que já apresentaram um filhote com a síndrome também são susceptíveis a outros casos nas demais ninhadas. Afeta também os felinos, porém com menor freqüência.

Como é uma síndrome (conjunto de características que prejudicam de algum modo o desenvolvimento do animal), freqüentemente está associada a outras enfermidades como:
  • Genu recurvatum: é uma patologia ortopédica rara caracterizada pela luxação das articulações do joelho e jarrete. Pouco se sabe sobre sua patogenia e pode ser ligada à fatores genéticos e ambientais;
  • Pectus excavatum (latim para ´funnel breast´ ou peito chato): é uma anormalidade do esterno caracterizado por seu desvio dorsal e resultante compressão dorsoventral do tórax. 
Radiografia referente ao pectus excavatum. Fonte: (FOSSUM, 2002).


 Sopro cardíaco, dispnéia, cianose e regurgitação também podem ser observadas.

Causas:

A causa da síndrome é desconhecida, embora várias teorias tenham sido formuladas em situação irregular. Estas incluem:
  • Alterações na função da sinapse neuromuscular;
  • Mielinização inadequada ou retardada do neurônios motores periféricos;
  • Fatores ambientais (chão escorregadio);
  • Glicogêneses (deficiência em glicose-6-fosfatase perturbando o glicogênio do metabolismo muscular, foi informado na patogênese da doença de Splayleg em piglets);
  • Uma causa genética é possível, mas improvável, considerando a recuperação espontânea de muitos filhotes(90% dos casos se recuperam normalmente);
A etiologia da forma congênita é pouco compreendida. Teorias incluem diminuição do tendão diafragmático central, musculatura diafragmática anormal ou pressão intra-uterina anormal.

Aumento na pressão negativa intratorácica, secundário a enfermidades do trato respiratório superior e dispnéia inspiratória, pode fazer parte no desenvolvimento do pectus excavatum. Isso é comprovado pela representação da maioria dos animais braquicefalicos, pois vários desses animais possuem traquéias hipoplásicas concomitantemente.  
  • Uma causa dietética também está excluída, já que freqüência inicial não parece estar relacionada à composição da dieta da mãe. Porém, é notável a melhoria da condição de alguns filhotes depois de desmamarem, isso parece revelar a causa como uma alteração do leite da mãe.
Ausência de micotoxinas (principalmente zearalenone) como também a concentração de methionine, vitamina “E” e selênio deveriam ser monitorados na dieta da mãe de perto.

A suspeita recai sobre carência de "taurina" na dieta da mãe (aleitamento) como fator predisponente.

A carne vermelha (a principal fonte de taurina) deve constar na dieta da cadela GESTANTE e em aleitamento, pois, se a síntese da taurina poderia estar insuficiente no leite consumido pelos filhotes afetados pela síndrome do nadador, um cuidado redobrado deveria ser exercitado pelo criador.

As Indústrias fabricantes de ração para cães e gatos afirmam que a taurina é um ingrediente ESSENCIAL, portanto, obrigatório na fórmula de todas as rações, mas de fato o que tem sido constatado por criadores é que muitas doenças relacionadas a má nutrição grassam nos cães adultos e filhotes que se alimentam exclusivamente com ração industrializada seca (cálculo renal, câncer, hipotireoidismo, filhotes emaciados e, agora, a síndrome do nadador, entre outros exemplos).

Sinais Clínicos:
  • Precocemente observados animais acometidos pela síndrome, aparentam estar fracos pela falta de habilidade de ficar em estação e se movimentar;
  • Pela falta de suporte do esqueleto apendicular, há o resultado de uma compressão dorsoventral do tórax, abdômen e pelve, o que caracteriza o movimento de natação;
  • Podem ocorrer sinais de dispnéia em casos de grave compressão torácica;
  • Constipação como seqüela da compressão abdominal e pélvica;
  • Úlceras causadas pelo decúbito.
Diagnóstico:
  • Inspeção de sinais clínicos,
  • Posição dos membros torácicos e pélvicos;
  • Movimentação do filhote;
  • Exame neurológico normal;
  • Deve-se controlar as eventuais deficiências metabólicas, em particular a concentração de taurina no sangue da mãe e do filhote;
  • Exames histopatológicos do cerebelo de cães gravemente afetados;
  • Genu recurvatum e o próprio pectus excavatum geralmente são palpáveis, porém, as vezes é necessário exames radiológicos;
  • Sugere-se radiografar o animal para concluir se o esterno deste relaciona-se com a patologia;
  • Presença de sopro cardíaco inocente, comum em pacientes com este tipo de anormalidade e pode desaparecer após a correção deste distúrbio ou alteração na posição do paciente, por isso é chamado de sopro inocente;
  • Ruídos pulmorares e dispnéia.
Diagnóstico diferencial envolve:
  • Toxoplasmose, onde são necessárias provas sorológicas de detecção de IgG específicas maternas;
  • Neosporose, diferenciada por diagnóstico histológico e sorológico;
  • Deve-se excluir também todas as causas de meningoencefalites, espinha bífida e miopatias, por diagnósticos radiológicos, eletromiográfico, histológico e bioquímico;
  • Cinomose.
Tratamento:

Para o genu recurvatum, onde há abdução e hiperextensão dos membros pélvicos: o tratamento não é nada invasivo, trata-se de uma bandagem feita de esparadrapos em forma de 8 ou algema para conter os membros mantendo-os em posição anatômica dando maior estabilidade para se movimentar.

Demonstração da bandagem em forma de 8. (Fonte: Journal of Small Animal Practice, 2006).

Em relação ao tratamento cirúrgico da enfermidade genu recurvatum: faz-se secção do tendão do quadríceps do joelho e do tarso em flexão máxima possível, usando um fixador externo por 3 semanas, seguida de fisioterapia. Após a remoção do fixador, propicia as melhores chances de melhorar o arco de flexão do joelho

Ambiente: O local em que o animal vive deve ter piso antiderrapante a partir de 2 a 3 semanas de idade, de preferência macio para evitar que o esterno seja achatado ainda mais.

Alimentação: Pode-se também controlar a alimentação do filhote afetado afim de evitar o ganho de peso, o que pode fragilizar os membros traseiros.

Administrar vitamina E e selênio (o déficit no leite é pouco provável porém pode-se desconfiar de deficiência na absorção).

Reabilitação: Bandagens, balneoterapia e Fisioterapia (durante 10 minutos, 4-5 vezes diariamente), assim como a dedicação dos proprietários são importantes ao sucesso do tratamento

Fonte:Adote 1 vida

Para a enfermidade pectus excavatum existem os seguintes tratamentos:

Clínico: consiste em estimular os proprietários a realizar regularmente uma compressão medial a lateral do peito nesses filhotes. Caso o animal esteja gravemente dispnéico deve-se realizar a oxigenioterapia.

Cirúrgico: Existe a aplicação de uma tala externa na face ventral do tórax. Este tratamento é possível devido a pouca idade destes pacientes. Nesses jovens animais as cartilagens costais do esterno são maleáveis e o tórax pode ser reformado pela aplicação de tração no esterno usando suturas ao seu redor e colocação de uma tala rígida;

Bulldog inglês com bandagem para deformidade pectus excavatum e correção manual da hiperextensao de membros posteriores por abdução e rotação interna dos membros. (Fonte: Journal of Small Animal Practice, 2006).

O uso de colchão de água (travesseiro de água) mostrou ser eficiente: quando o externo demonstrar achatamento imediatamente o filhote deverá ser separado dos irmãos e ser colocado numa caixa contendo um colchão de água ao fundo (o colchão deve ser enchido na proporção de 70%). O filhote é reintegrado à mãe para realizar todas as mamadas.

Na maioria dos casos o contato com a superfície macia do colchão evita que as costelas degenerem, assim o filhote torna-se novamente saudável.

Pode-se realizar ainda:
  • Estimulação dos músculos das patas com uma escova de dente;
  • Acunputura;
  • Monitorar para que filhotes doentes durmam de lado, para prevenir achatamento de tórax adicional;
Prognóstico:
  • Em 90% dos casos observa-se cura sem seqüelas (estudo de 60 casos), incluindo casos com ausência de tratamento (10%);
  • O tamanho do animal funciona como fator prognóstico, sabendo-se que quanto maior o animal mais reservado é o prognóstico;
  • A enfermidade pode se complicar com uma broncopneumonia aspirativa, isso ocorre devido deglutição incorreta;
  • Em relatos de casos descritos por alguns autores os cães obtiveram 100% de sucesso. Em contrapartida, em outros casos de quatro animais um foi eutanasiado aos seis meses de idade por não apresentar nenhuma melhora no quadro, porém no momento do diagnóstico o animal já tinha três meses de idade;
  • A literatura destaca que as alterações freqüentemente regridem quando se atua de forma precoce. O prognostico é mais incerto quando são afetadas as quatro extremidades;
  • Quando em presença da enfermidade genu recurvatum, o prognóstico é ruim e a resposta à fisioterapia, liberação cirúrgica de aderências ou secção do quadríceps é geralmente frustrante;
  • Em relação ao pectus excavatum, o prognóstico é excelente para os animais sem doenças adjacentes com tratamento clínico ou cirúrgico realizado quando ainda jovens;
  • A prognose mais precária incide sobre filhotes de cães idosos, até mesmo se a condição de filhotes de 2 meses de idade provaram rápida e espetacular melhora dentro de três dias.
Prevenção:
  • Como profilaxia deve-se retirar da reprodução as fêmeas que já possuem filhotes que apresentaram a síndrome do cão nadador;
  • Controlar a alimentação da cadela gestante, administrando uma dieta balanceada;
  • Prevenir o achatamento dos cães enfermos mediante uma vigilância estreita, deixar o animal em um ambiente com chão antiderrapante e macio;
  • Faz parte da profilaxia e do trabalho de veterinários da área informar a criadores das raças mais acometidas como o bulldog inglês sobre a síndrome e sugerir a utilização de um colchão de palha coberto por um lençol nas caixas onde ficam os neonatos, para que possam se movimentar. Este colchão de palha dá suporte ao animal e diminui a força mecânica que o corpo tende a fazer diminuindo assim a compressão dorso-ventral do animal.


Fontes:
1. Labradornet
2. Stormbulls
3. Abc dos bichos
4. Micheletti, L. Síndrome do cão nadador. São Paulo, 2009.
5. X JORNADA DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – JEPEX 2010 – UFRPE: Recife







24 de agosto de 2011

O Banho do Seu Frenchie.

Depois de ter lido sobre os riscos dos banhos em pet shops acredito que agora quem dará banho no seu Frenchie será você em sua casa, não é?!

Bom... eu ADORO dar banho na Alana. Cuidar do meu jeitinho, tomar todas as precauções, fazer a limpeza correta e o mais importante: Saber que ela está segura!

As pessoas dão mil desculpas para não dar banho nos cães em casa, mas com um bulldog você tem que estar consciente dos riscos dos banhos fora de casa e estar disposto a cuidar dele como ele merece.



Por isso quem cuida da minha buldoguinha sou eu!

Os cuidados com um bulldog francês antes, durante e após o banho têm algumas particularidades que você deve ficar atento.

A saúde da pele e do pêlo do seu Frenchie é muito mais importante do que simplesmente ter uma aparência bonita e lustrosa. A pele e o pêlo do seu cão é uma importante barreira contra agentes agressores externos, ou seja, uma proteção importante.

Uma dieta equilibrada e de qualidade, banhos com produtos próprios para as necessidades dele, a escova correta, e o mais importante no banho dado em casa: carinho, muito carinho que faz o cachorro ficar mais feliz, bonito e saudável.

Então... Como dar um bom banho no seu bulldog francês?

1º Em casa ou pet shop?

Quem dá o banho é você, na sua casa!

2º Freqüência do banho:

O bulldog francês tem pelo curto (fácil de cuidar) e não tem aquele “cheiro de cachorro” normal nos cães... sim! Além de toda a fofura deles eles também são cheirosinhos! Isso é uma grande verdade, ou seja, você não precisa dar banho toda semana neles, aliás, nem é recomendado, já que banhos freqüentes tiram a proteção natural da pele (que é muito importante no bulldog por causa da predisposição aos problemas de pele).

Banhos de 20 em 20 dias ou 1 vez por mês são mais do que necessários.

No espaçamento dos banhos, para auxiliar na higiene, você pode fazer a escovação regular para se livrar dos "pêlos mortos", isso também auxilia na queda de pêlos, pois retira os pêlos mortos, diminuindo a quantidade no ambiente e contribuindo para a saúde da pelagem.

Utilize as escovas de borrachas ou as luvas massageadoras que ajudam a eliminar os pêlos mortos, sem machucar a pele. Aprenda como escová-lo neste post:

Escovação dos Pêlos: Higiene e Terapia.


Uma prática que também deve ser usual e regular, é fazer uma inspeção no seu bulldog (isso também deve ser feito durante o banho), procure qualquer sinal anormal na pele, parasitas, assaduras nas dobras e rabinho, examine as orelhas, os olhos, as patinhas.

3º O que eu preciso para dar o banho no meu Frenchie?

Antes do banho separe todo o material que você irá utilizar:

  • Shampoos e/ou sabonetes;
  • Toalhas (use as de algodão que são mais macias);
  • Algodão ortopédico;
  • Escova de borracha;
  • Secador (muito cuidado durante o uso);
  • Cortador de unhas (só recomendo cortar as unhas se você tiver prática, caso contrário você pode acabar machucando seu cachorro).
Sempre coloque um tapete antiderrapante para seu Frenchie ficar em cima, assim você evita que ele escorregue e se machuque.

4º Que produtos usar?

Como vocês já devem saber o bulldog francês tem a pele sensível, por isso muito cuidado na escolha dos produtos que você passa nele.

Minhas recomendações para o banho são:

  1. Você pode utilizar shampoos específicos para cães com pele sensível, à base de aveia coloidal ou hipoalergênicos;
  2. Outra dica que muitas pessoas utilizam é o sabonete Dove (dê preferência ao sabonete para bebês) que ajuda a manter a pele hidratada e deixa um cheirinho muito gostoso;
  3. A terceira opção que você pode usar é o sabonete Protex, de preferência o de aveia (esta tem sido a minha opção atual, já que além de ser antibacteriano, o protex de aveia ajuda a deixar a pele hidratada também). 
  4. Sabonete granado de glicerina para bebês, muitas pessoas usam e adoram;
Nunca use sabão de côco! Ele tem um PH muito alcalino que faz mal para a pele do seu cão.

Você deve estar se perguntando por que shampoos e sabonetes de aveia?

A aveia é ótima para cães com pele sensível.

A aveia é um super-hidratante, que forma uma fina camada que retém a água fundamental (aquela que é a naturalmente encontrada na superfície da pele), restaurando também a oleosidade não só dos pelos , mas também da pele, proporciona pelos macios e flexíveis e protege e acalma a pele irritada.

Ela atua como hidratante e emoliente. Além disso, sua ação dermoprotetora não provoca alergia na pele do animal.

Atenção! Em casos de tratamentos dermatológicos específicos ou problemas de pele você deve SEMPRE conversar com seu veterinário antes de aplicar QUALQUER produto na pele do seu cão.

Não utilize shampoos com cheiros fortes ou perfumes após o banho!

4º Cuidado com os ouvidos!

Antes de iniciar o banho coloque o algodão ortopédico nos dois ouvidos do seu Frenchie (este tipo é melhor porque não absorve água). E não se esqueça de retirar ao final!

5º Temperatura da água:

De morna a fria, lembre-se do risco de hipertermia que água muito quente pode causar.
No verão: água quase fria ou fria.

6º Como banhar?

Você deve estar pensando: Fácil! Joga água e pronto!

No caso do bulldog francês deve-se ter um cuidado especial com isso. No corpo tudo bem, agora na face, por causa de seu focinho achatado, quando você enxaguar o focinho e a cabeça seu Frenchie pode inalar a água, podendo causar até mesmo asfixia.

Por isso, quando for lavar a cabeça coloque sua mão como um bloqueio para a água não ir direto no nariz, abaixe a cabeça dele para a água escorrer com mais facilidade.

Nesses locais o ideal é que você molhe sua mão, peque um pouco de água e vá retirando os resíduos dos produtos aos poucos, controlando o enxágüe.

7º Dobrinhas:

Com os dedos faça espuma com o produto que você está utilizando e esfregue nas dobrinhas (nada de muita esfregação para não causar irritação), depois enxágüe conforme o item anterior.

8º Rabinho:

Você se esqueceu dele? Poisé... lembra que o bulldog tem o rabinho muito rente às nádegas que pode causar desde assaduras até problemas mais graves?

Então não se esqueça de limpar embaixo dele!

9º Escovação:

Durante o banho você também pode utilizar a escova de borracha para retirada dos pêlos mortos, e aproveite para fazer uma massagem e um agrado no seu buldoguinho.

10º Dentes:

Aproveite durante o banho para escovar os dentes do seu bulldog, aprenda como fazer no post:

Escovação dos Dentes do Seu Bulldog: Quando Começar e Como Fazer.


11º Secando seu Frenchie:

Bom... em relação a usar o secador: Eu utilizo somente após secar bem com a toalha, na temperatura de morna para fria, com uma distância considerável da pele, e somente no corpo e nada na cabeça (utilizo mais para secar bem embaixo do rabinho).

Essa utilização é a ideal, caso contrário, sugiro que utilizem duas toalhas para deixar ele bem sequinho (de algodão, pois são mais macias), assim você não correrá o risco de hipertermia e queimaduras por causa da falta de prática com o secador.

No verão não use o secador, seque apenas bem com a toalha. 

Fonte: The daily walter
Não se esqueça de secar BEM as dobrinhas e embaixo do rabinho (mais uma vez nada de esfregar demais para não causar irritação).

Dobrinhas: algumas pessoas utilizam um tiquinho de talco de bebê no dedo e passam para absorver a umidade, eu só seco bem e verifico depois se está sequinha.

Depois do banho eu passo um pouquinho de creme para assaduras nas dobrinhas (prefiro o bepantol que não é tão grosso e é mais fácil de limpar).

Algumas pessoas preferem só secar bem e não passar nada, eu passo por indicação veterinária e para evitar assaduras (converse com seu Vet sobre quais produtos e se é necessário passar algo).

Rabinho: Seque bem e sempre passe creme para assadura, neste caso a propensão de irritações e feridas nessa área é grande, então depois do banho e depois de secar passe um pouco de hipoglós (neste caso utilizo o hipoglós, pois ele deixa uma camada mais grossa e prefiro para essa região).

Retire o algodão do ouvido (aproveite para secar).

Depois de toda essa limpeza eu tenho certeza que seu bulldog vai sair correndo feliz da vida! A Alana faz isso! E dá uma satisfação enorme!

No final: Sã e salva e feliz! 

Photo by Ninecats