18 de agosto de 2011

Dieta de Exclusão: Diagnóstico da Alergia Alimentar Canina.


A única maneira de determinarmos se um cão tem alergia alimentar é realizando a chamada “dieta de exclusão”. Se bem sucedida, esta dieta irá tornar-se um elemento chave no tratamento.

O objetivo de uma dieta de exclusão é fornecer ao animal um alimento que seu corpo não rejeite ou não conheça. Portanto, devemos fornecer uma fonte de proteína que o animal não tenha comido antes.

O princípio básico do regime de privação consiste em subtrair, do animal com suspeita de alergia alimentar, os trofalérgenos potencialmente responsáveis pelos transtornos cutâneos. Com isso, se obtém progressivamente, um desaparecimento dos sintomas. 

Em um segundo tempo os alimentos são reintroduzidos. Para descobrir qual ingrediente o animal é sensível, componentes individuais da dieta de exclusão podem ser trocados, ou seja, as diversas fontes de proteína (aves, cordeiro, etc.) são trocados a cada 1-2 semanas. No entanto, apenas um componente deve ser substituído por vez, seja um após o outro para confirmar ou invalidar seu papel

Uma dieta de eliminação para cães consiste de uma fonte protéica e uma fonte de carboidratos anteriormente não oferecida. Isso significa que a dieta de eliminação para um paciente particular é determinada pela dieta oferecida até então a esse animal.

As opções possíveis de fontes protéicas são:

  • Carne de galinha
  • Peru;
  • Pato;
  • Veado;
  • Carne ovina, bovina, eqüina;
  • Bubalina, de coelho, de lebre, de canguru, de meu;
  • Vários tipos de carne de peixe, entre outros.

As fontes de carboidratos podem consistir de arroz, batata, batata-doce, feijão ou outros.

Tempo de utilização da dieta de exclusão:

Alguns estudos complementam que se deve optar por uma única fonte de proteínas e de carboidratos. O paciente deve ser alimentado com uma dieta de eliminação controlada por 4 a 12 semanas.

Após uma melhora inicial, um desafio com a dieta oferecida anteriormente se torna essencial, pois a melhora pode resultar de outros fatores, como alterações sazonais ou ambientais ou medicação intercorrente. Se ocorrer recidiva dentro de 2 semanas e os sinais clínicos se resolverem novamente após a reintrodução da dieta de eliminação, o diagnóstico será confirmado.

A duração mínima da instalação do regime de privação é de 6 a 8 semanas antes de avaliar um eventual efeito do regime. O tratamento é simples, no entanto, no cão as sensibilizações parecem acentuar-se e diversificar-se com o tempo, e raramente os animais desenvolvem mais hipersensibilidades dietéticas, mas necessitam de reavaliação por dietas de eliminação e pesquisa de teste com alimentos.

Essas dietas geralmente não são adequadamente balanceadas e, nos cães jovens em crescimento não devem ser administradas sem suplementos, tendo em vista que o conteúdo de cálcio é particularmente baixo, uma fonte de cálcio não alimentar, bem como vitaminas e ácidos graxos essenciais, no mínimo, devem ser adicionados à dieta.

Fase de provocação:

A fase de provocação só deve ser realizada se os sintomas tiverem claramente regredido após a fase de privação. A realização dessa fase de provocação é indispensável ao diagnóstico, pois mais de 50% dos animais que melhoram por um regime de privação não apresentam recaídas quando das reintroduções; esses animais não são alérgicos alimentares, é inútil alimentá-los pelo resto da vida com alimentos onerosos. 
Por outro lado, trata-se, freqüentemente, de indivíduos atópicos que correm o risco de recair alguns meses mais tarde, e o diagnóstico não foi realizado

Quando se observa uma melhora, idealmente o animal deve ser desafiado com sua dieta original para comprovar o diagnóstico.

Geralmente se observará uma recidiva na afecção dentro de 72 horas, mas isso pode levar até 2 semanas. Deve-se acrescentar ingredientes alimentares individuais à dieta restringida em intervalos de 5 a 10 dias, até se atingir uma dieta balanceada ou se descobrir os alérgenos ofensores.

A identificação do alérgeno ofensor permite uma dieta mais variada e obtida por meio de um novo desafio seqüencial com fontes protéicas oferecidas anteriormente.

Carne bovina, de cordeiro, de galinha ou queijo e laticínios devem ser adicionados à dieta de eliminação um a cada vez, por duas semanas, a fonte protéica deverá ser interrompida até que a condição do paciente se estabilize.

Muitos pacientes exibem sintomas dentro dos 2 primeiros dias. Essa fonte protéica deverá ser evitada no futuro. Depois de duas semanas de determinada fonte protéica sem sintomas clínicos, descarta-se a reação a esta proteína e ela poderá ser oferecida no futuro.

A dieta caseira é ideal em teoria, porque significa que você pode escolher e medir cada ingrediente. No entanto, o custo dos ingredientes e do tempo de preparo são obstáculos significativos.

Além do mais, outro fator relevante é que estas refeições são desbalanceadas, representando um grande problema para cães em crescimento - cães atópicos são freqüentemente jovens!

Alimentos comerciais específicos também estão disponíveis para o diagnóstico e tratamento das alergias alimentares.

Atenção!

Alimentação natural não deve ser usada como dieta de exclusão, já que o cão poderá ser alérgico a vários ingredientes da dieta.

A Dieta de exclusão deve sempre ser prescrita por um veterinário competente.



Fontes:

1. Pedigree: Hipersensibilidade alimentar em cães: Estudo de 3 casos clínicos
2. Revista Focus: Dermatite atópica canina.
3. Happy Dog Brasil: Problemas de aletgias em cães.

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