2 de agosto de 2011

Síndrome Braquicefálica em Buldogues Franceses.


Problemas respiratórios, assim como as alergias, são extremamente comuns nos buldogues franceses.


Em todo o mundo, a popularidade das raças braquicéfalas aumentou consideravelmente, mas a criação selectiva com vista à obtenção de determinadas características específicas (como o focinho extremamente curto) tem provocado inúmeras estenoses nas vias aéreas superiores, por este motivo, os problemas respiratórios são cada vez mais graves e manifestam-se cada vez mais cedo.

A síndrome braquicefálica, também denominada síndrome das vias aéreas  braquicefálicas e síndrome de obstrução das vias aéreas braquicefálicas, comumente observada em cães de raças braquicefálicas, como o bulldog francês, é caracterizada por apresentar uma ou mais anormalidades anatômicas congênitas das vias aéreas superiores.

Fonte: bulldogfrances
Nos próximos posts serão detalhados cada um dos defeitos primários dessa síndrome, que incluem:
  • Estenose dos orifícios nasais;
  • Prolongamento do palato mole;
  • Hipoplasia traqueal
Também podem ocorrer alterações secundárias como eversão dos sáculos laríngeos e colapso laríngeo. 

Sinais Clínicos: 

Muitos cães braquicefálicos são afetados por vários tipos de obstrução, no entanto, os sinais clínicos dependem da intensidade da oclusão do fluxo aéreo nas vias aéreas superiores, podendo variar de suaves a severos, entre eles estão:
  • Respiração ruidosa;
  • Estridores e estertores;
  • Tosse;
  • Alteração vocal;
  • Tentativas de vômitos;
  • Engasgos;
  • Espirros reversos;
  • Intolerância ao exercício;
  • Dispnéia (falta de ar);
  • Mucosas pálidas ou cianóticas;
  • Agonia respiratória;
  • Síncope.
Os buldogues franceses, em sua maioria, não conseguem regular sua temperatura corporal podendo haver hipertermia, agravando ainda mais a sintomatologia em temperaturas ambientais elevadas.

A deglutição de ar em grande quantidade ocasiona uma distensão crônica do trato digestivo e flatulência, por isso, frequentemente ocorrem, em raças braquicefálicas, gastropatias hipertróficas pilóricas, congênitas ou adquiridas.

No cão, existe uma relação entre a presença de afecções obstrutivas do trato respiratório e hérnia hiatal ou refluxo gastroesofágico. Na presença de oclusão total, a respiração fica dependente da cavidade oral, mas se for parcial é possível a respiração nasal se superada a obstrução.
Fonte: Ivis Journals
 Diagnóstico:
  • Baseia-se no histórico de obstrução das vias aéreas superiores ocorrendo em raças sabidamente predispostas à síndrome;
  • No exame físico: observação da estenose dos orifícios nasais e avaliação direta do palato mole, faringe, laringe e traquéia com o animal sedado; 
  • Nos sinais associados ao aumento do esforço respiratório: dilatação esofágica e gástrica em decorrência de aerofagia, hérnia de hiato e pneumonia aspirativa;
  • Nos achados inespecíficos: acentuada arritmia sinusal devido ao aumento na pressão intratorácica e aumento do ventrículo direito.
Tratamento:

Visa a desobstrução das vias aéreas superiores através da correção cirúrgica das anormalidades anatômicas existentes e também a diminuição dos fatores que intensificam os sinais clínicos, como diminuição de exercícios, excitação e superaquecimento.

A identificação dos sinais clínicos da síndrome braquicefálica associado a exames complementares, como a eletrocardiografia e radiografia, podem fornecer informações importantes e ajudar no diagnóstico e tratamento precoce, melhorando a qualidade de vida do animal, além de diminuir a ocorrência de alterações secundárias relacionadas à síndrome.


Referências:


1. Ivis Journals
2. Sindrome Braquicefalica: Aspecos Clinicos e importância de Exames Eletrocardiograficos e radiograficos na Avaliação de Alterações Cardíacas Secundarias a Sindrome.


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