8 de agosto de 2011

Síndrome Braquicefálica II: Estenose de Narinas.


Mais um dos muitos problemas respiratórios que cães braquicefálicos podem apresentar: Estenose de narinas.
Frequentemente observada em raças braquicefálicas, a estenose de narinas pode ocasionar importantes alterações secundárias. Sua prevalência nos cães clinicamente afetados com a síndrome braquicefálica é de, aproximadamente, 50% dos casos. 

As narinas estenóticas são causadas por má formação congênita das cartilagens do nariz, secundária à criação seletiva de cães com nariz curto, afetando ambos os sexos. Embora elas estejam presentes ao nascimento, muitos animais só são apresentados para avaliação entre 2 a 4 anos de idade.

O fluxo aéreo para o interior da cavidade nasal fica restrito e torna-se necessário um esforço inspiratório maior, causando dispnéia (falta de ar) de leve à intensa. 

 Sinais Clínicos: 
  • Respiração difícil, ruidos;
  • Respiração pela boca;
  • Animais com orifícios nasais estenosados, durante a inspiração, apresentam deslocamento medial da asa da narina, colapsando e fechando o espaço aéreo;
  • Cianose;
  • Sono Inquieto;
  • Intolerância ao exercício.


O diagnóstico deve ser feito no exame físico, durante a avaliação. Radiografias torácicas também devem  ser analisadas para detectar anormalidade cardíacas ou pulmonares subjacentes. 

Tratamento:  

Para aliviar os sintomas, exige-se tratamento cirúrgico da estenose das narinas. Nas raças braquicefálicas é indicada que essa correção seja realizada com o animal mais jovem possível, já que cães menores de 2 anos de idade, submetidos à cirurgia, têm melhor prognóstico, diferentemente dos cães mais velhos que já sofreram com a síndrome braquicefálica durante muitos anos.
A técnica cirúrgica mais comumente utilizada é a de ressecção em cunha nasal, na qual é feita uma excisão em cunha estendendo-se a partir da asa da narina caudalmente para incluir parte da cartilagem alar. A base da cunha deve incluir um terço da metade da borda livre da narina.


Atualmente outra técnica tem sido utilizada : a ressecção utilizando o laser CO2. Esse vídeo é em inglês, mais dá pra observar bem como a cirurgia é feita:


DIFERENÇAS ENTRE A RESSECÇÃO DA ASA NASAL ATRAVÉS DO BISTURI (TÉCNICA TRADICIONAL) E ATRAVÉS DO LASER DE CO2
 
PARAMETRO

TÉCNICA TRADICIONAL
LASER DE CO2


TEMPO CIRÚRGICO




- CORTE, CONTROLE DA HEMORRAGIA E  SUTURA EM APROX  30  MINUTOS.

Ap- APENAS 5 MINUTOS.

VANTAGENS:
edema e inflamação da laringe mínimos, pois o tempo de entubação é reduzido
Menor risco anestésico.






TÉCNICA




- SANGRADO INEVITAVÉL E ABUNDANTE.

- CORREÇÃO INTRAOPERATORIA DELICADA, POIS AS DUAS ABAS NASAIS DEVEM FICAR SIMETRICAS.

-SUTURA: NECESARIA PERMANER POR 10 DIAS.


-SANGRADO INEXISTENTE GRACIAS A COAGULAÇÃO REALIZADA PELO LASER DE CO2.

- CORTE LIMPO, CONSEGUE-SE MAIS FACILMENTE A SIMETRIA DE AMBAS AS ASAS NASAIS.

- NÃO É NECESSÁRIO SUTURA.








RESULTADOS




- POS-OPERATORIO INCOMODO.

- MENOR  LARGURA DE RESSECÇÃO.

-MAIOR RISCO DE HEMORRAGIA NO POS-OPERATORIO

- POSIBILIDADE DA SUTURA ABRIR.

- CICATRIZAÇÃO MÁIS LENTA, CON MAIOR DOR E INFLAMAÇÃO.

- MAIOR TEMPO DE RECUPERAÇÃO APÓS A CIRUGIA.

- POS-OPERATORIO EXCELENTE.

- RESSECÇÃO DA ABA MAIOR

- NULO RISCO DE HEMORRAGIA NO POS-OPERATORIO.

- NÃO HÁ A POSSIBILIDADE DE ABRIR A SUTURA JÁ QUE ESSA NÃO EXISTE.

-EXCELENTE CICATRIZAÇÃO E EM MENOS TEMPO, COM MÍNIMA DOR  E INFLAMAÇÃO.

- MENOR  TEMPO DE RECUPERAÇÃO APÓS A CIRURGIA.


  
Referências:

1.  Ipetme







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