19 de novembro de 2014

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Alana convida vocês para conferir o primeiro video do blog:


31 de outubro de 2014

Happy halloween! Feliz Halloween!!

HAPPY HALLOWEEN!!!



FELIZ HALLOWEEN!!!


Fonte: batpigandme


Reabilitação de um Bulldog com Síndrome do Cão Nadador.


Aqui no blog há tempos atrás escrevi sobre isso: Sindrome do cão nadador



O vídeo mostra a reabilitação de um bulldog com a síndrome do cão nadador.

Agora podemos ver o quanto uma reabilitação bem feita e muita dedicação e peristência fazem a diferença.



;)


29 de outubro de 2014

Alergia X Corticoides X Tratamentos naturais.

Oi pessoal,

Se você tem um bulldog aposto que você já teve problemas com alergias e problemas de pele.

Em alguns casos, não tão raros, as alergias persistem e os tratamentos, normalmente, incluem antibióticos e corticóides.

Por experiência própria: O tratamento (enquanto está sendo feito) melhora bastante, fica lindo!!! Pele macia, branquinha, sem coça-coça, mil maravilhas. Ai o tratamento finaliza (porque uma hora os remédios têm que parar) e as maravilhas acabam, e aos poucos tudo vai voltando, e muitas vezes pior do que antes.

Solução que muitos veterinários passam: Você terá que conviver com isso, de tempos em tempos dá um corticóide, aquela "injeção maravilhosa" de corticóide, um antibiótico, banhos semanais com shampoo de corticóide, spray de corticóide..... e dá-lhe corticóide!!!!


Fonte: yurtopic
Mas fique sabendo que você está, aos poucos, envenenando e matando seu cão!
"Apesar dos benefícios em determinadas enfermidades, o uso dos glicocorticóides pode desencadear uma série de efeitos colaterais. Tanto o uso prolongado de corticóides exógenos como a ocorrência de hiperadrenocorticismo são capazes de promover alterações clínicas e laboratoriais na espécie canina. Especificamente no fígado, são descritas a ocorrência de hepatomegalia e degeneração dos hepatócitos, promovendo elevação dos níveis séricos das enzimas alanina aminotransferase, fosfatase alcalina e gama-glutamiltransferase" fonte: Avaliação dos efeitos da terapia com prednisona em cães utilizando análises ultranossonográfica, citopatológica e histopatológica
Apesar de ser um tratamento rápido acredito que esse não seja o caminho. Precisamos procurar tratamentos naturais, mas, infelizmente, as pessoas não têm paciência de fazer o tratamento que muitas vezes é longo e requer muuuita paciência.

A questão que tem que ser investigada e tratada é a causa da alergia. Os tratamentos com corticóides são paliativos, pois só tratam os sintomas.

Fonte: Tratamento natural
Mas é aí que o proprietário terá que se empenhar, dedicação total! Tentar descobrir a causa, juntamente com um veterinário de sua confiança e que tenha a mente aberta para as alternativas naturais.

Você deve ter consciência de que o problema de pele do cão não irá mudar da noite pro dia, e que os corticóides e antibióticos tem efeitos temporários e a longo prazo podem causar prejuízos a saúde do seu cão.

Há diversas opções de tratamentos naturais para cães, e muitos veterinários têm seguido essa linha holística e se especializado nesse segmento.

Homeopatia, fitoterapia, nutracêuticos, mudança da alimentação estão entre os tratamentos alternativos possíveis. 

Apesar de haver muita oposição e relutância a respeito existem vários casos de tratamentos de sucesso que seguiram essa linha natural, onde o tratamento convencional não resultou efeitos desejados e a longo prazo.

Fonte: utopiaveterinaria

Por isso indico a leitura do seguinte artigo do cachorro verde: Bate-papo com uma médica-veterinaria holística

Outro site muito bom e super interessante com muitas informações: Bicho Integral

Precisamos estar abertos para as possibilidades, estudar e ler a respeito, afinal é a vida de nossos companheiros em jogo! 

Pense a respeito! ;)


Fonte: dogsnaturallymagazine



7 de julho de 2014

Vômitos X Regurgitação: Você sabe a diferença?!

Oi pessoal!!!! Quanto tempo!!! Saudades de todos! ;)

Voltando com um post muito interessante (apesar de estranho) e de grande utilidade.

Vômitos X Regurgitação: Você sabe a diferença?! 

Essa informação pode ser extremamente útil para determinar se você deve ver um veterinário e o que dizer a ele ou ela em sua consulta.  

Pode parecer estranho, mas realmente pode ajudar o seu veterinário a chegar a um diagnóstico definitivo em muito menos tempo.

 
Fonte: gofundme
Vamos lá?!

A história completa e o exame físico geralmente permitem a diferenciação entre regurgitação, vômitos e outras causas. Essa diferenciação é importante , porque os problemas têm causas diferentes e, claro, tratamentos diferentes.
  
VÔMITOS

Quando um animal de estimação vomita, as coisas que ela traz à tona vem do seu estômago e, muitas vezes, do intestino também.  

O vômito é um reflexo de expulsão forçada que envolve uma série de movimentos involuntários, exigindo contrações musculares viscerais, diafragmática e abdominal.  

O ato de vomitar, geralmente, é precedido por uma série de sinais clínicos incluindo salivação excessiva, ingestão repetida, ânsia de vômito, e contrações marcantes da musculatura abdominal.  

O vômito deve ser diferenciado da regurgitação, disfagia (dificuldade para engolir) e expectoração.

Geralmente, se há a  presença da bile (amarela ou alaranjada) ou líquido digestivo, você pode suspeitar de vômito. Porém, nem todo vômito contém bile.  

Então, se você não vê nada disso, isso não significa que o animal não teve um episódio de vômito.

Os vômitos são um sintoma que pode ser relacionado com perturbações do sistema gastrointestinal (estômago e / ou intestino) ou pode ser secundário a uma doença de um sistema diferente (tal como insuficiência renal, diabetes, ou doenças infecciosas).
 
Outras causas: alergias, medicamentos, venenos (plantas e alimentos).

Fonte: theruffledlace

REGURGITAÇÃO

A regurgitação, por outro lado, é tipicamente uma mistura de produtos alimentares, saliva, muco, mas não contém a bile

É um processo mais simples e fisiológico, envolvendo, basicamente, o esôfago. É um mecanismo de defesa do organismo, pois a comida mal mastigada ou engolida rapidamente sofre as fortes contrações do esôfago na direção contrária e é devolvido. 

A regurgitação ocorre muitas vezes imediatamente após a ingestão de alimentos, mas também pode ocorrer horas depois. O material regurgitado é muitas vezes expulso com o mínimo ou nenhum sinal de náusea, angústia ou ânsia de vômito.



A regurgitação passa a ser preocupante quando ocorre diariamente, impedindo o cão de se alimentar e levando à perda de peso. Doenças que podem estar relacionadas com a regurgitação são causadas, geralmente, por problemas no esôfago ou por problemas com os músculos que se contraem para mover alimentos para o esôfago.  

Neste caso, é importante o auxilio veterinário para se descartar doenças como: hérnias, esofagite, estenose de esôfago, megaesôfago, doenças da tireóide.

EXPECTORAÇÃO

Existe também uma terceira variedade deste assunto: a expectoração - Muitos donos de animais podem confundir este evento com o vômito. Quando um animal tosse (algumas vezes ou várias vezes), e então produz uma gota de muco, isso é expectorar, o que é muito diferente de regurgitar ou vomitar. A chave para diferenciar a expectoração é que há sempre uma tosse envolvida.
  

SINAIS CLINICOS
REGURGITAÇÃO
VÔMITO
Nauseas

Raro
Comum
Presença de bile

Não
Variável
Salivação excessiva

Não
Comum
Tempo após a alimentação

Variável
Variável

Fonte: allstarfrenchbulldogs


DIAGNOSTICO:



O diagnóstico começa com a identificação precisa e completa do problema. Isto inclui diferenciar vômito de regurgitação ou disfagia (dificuldade de deglutição), e, em seguida, caracterizar a duração e o caráter do vômito.  

O problema deve ser definido como agudo ou crônico, persistente ou intermitente, estático, progressivo ou recorrente. O problema do vômito pode ser ainda mais definido em termos de frequência e hora do dia que ocorre, o caráter do vômito, alterações nas circunstâncias dietéticas ou ambientais que precederam o problema, e estado geral do paciente (por exemplo, a atitude, a atividade, apetite , aparência) entre os episódios.  

Tanto a história como o exame físico devem revelar as possíveis causas sistêmicas ou consequências do problema, como a depressão, desidratação, febre, halitose, perda de peso, dispnéia (aspiração), dor abdominal, massas, alças distendidas do intestino.
 
Radiografias abdominais devem fazer parte da rotina diagnóstica inicial de qualquer paciente com episódios frequentes de vômitos; um corpo estranho  em um paciente agudo ou uma massa esplênica não diagnosticada em um paciente com vômitos crônicos são ambos causas potencialmente fatais cuja identificação seria adiada por um tratamento sintomático apenas.  

A base mínima de dados incluem um hemograma completo, perfil bioquímico, urina, e o exame fecal, os quais também são exames diagnósticos iniciais adequados, apesar de serem menos propensos a identificar as causas subjacentes que exigem intervenção imediata.

Vômitos crônicos e vômitos que tem manifestações sistêmicas, como hematêmese (
vômito com sangue), dor abdominal, melena (eliminação de sangue digerido juntamente com as fezes, que então ficam pastosas, de cor escura - tipo borra de café - e de odor fétido), desidratação, febre ou perda de peso devem ser abordados rapidamente.  

Uma variedade crescente de testes de diagnóstico estão disponíveis para diagnosticar as causas primárias e secundárias de vômitos.  

Outros métodos incluem: Métodos de imagem não invasivos, além de radiografias do abdome que incluem estudos de contraste, ultrassonografia abdominal e tomografia computadorizada ou ressonância magnética abdominal. Flutuador Fecal, esfregaço, Giardia ELISA, PCR, microscopia eletrônica, e doseamento dos níveis antiprotease-α (para enteropatias com perda de proteínas) estão disponíveis para ajudar a definir a doença gastrointestinal. 

A laparoscopia e endoscopia são poderosas ferramentas de diagnóstico para ambas as causas primárias e secundárias de vômitos, e eles implicam em menor morbidade do que a laparotomia exploratória.


Preste atenção!

Algumas doenças podem, inclusive, causar as duas condições: regurgitação e vômitos, por isso saber explicar ao veterinário o que vem ocorrendo é importante, vídeos também podem ajudar no diagnostico.

Episódios isolados, onde o animal aparenta estar bem, sem sinais de febre, diarréia ou prostração são normais.

Mas sempre que um cão vomitar três ou mais vezes em um dia, ou por dois ou mais dias seguidos, você deverá levá-lo ao veterinário. Vômitos contínuos são considerados emergência médica, exigindo auxílio veterinário imediato.

Alguns cães apresentam regularmente episódios de vômitos semanais, quinzenais ou até mesmo mensais. 

Em geral, aparentam estar bem e não apresentam outros sintomas. Nestes casos é interessante a visita ao médico veterinario para que possíveis causas sejam investigadas.

Se você entende inglês recomendo este vídeo:



 Sempre converse com seu veterinário, ele poderá lhe dar orientações adicionais.





Referências:


19 de maio de 2014

Celeste e a Hidronefrose.

Antes de continuar com a historia da Cookie eu quero colocar a historia dessa menina-anjo que apareceu na minha vida:

Lembram quando eu falei que perdi uma menininha da ninhada? Bom, essa foi a Celeste (nome escolhido muito bem para ela).

Até hoje ainda é muito difícil lembrar dela, impossível não cair em lágrimas e ficar com o coração apertado.

Celeste sempre foi a menorzinha da turma, o que exigia mais cuidado para que ela não fosse "empurrada" pelos irmãos e pudesse se alimentar. Apesar disso, ela se desenvolveu normalmente. Mas depois de uns 20 dias comecei a ver um comportamento diferente dela. Ela era a mais quietinha, sempre num cantinho, encolhida... não achava aquilo normal.


Chamei o veterinário e falei sobre ela, era um tanto estranho o jeito dela em relação aos dos irmãos, será que ela não estava doente? A resposta, que me dá a maior raiva e indignação até hoje, foi: Não, ela é a menor, mais quietinha, esse é o temperamento dela! Se eu fosse escolher um filhote escolheria ela porque é mais calminha.

Aquilo, na verdade, não me entrou, temperamento?! Ele mandou dar vitaminas para ganho de peso. Mas apenas alguns dias depois ela começou a urinar sangue, quando liguei para o médico e falei isso ele ficou alguns segundos em silêncio e deve ter percebido a "burrada" que tinha feito. Se eu falei que não era normal e que achava ela doente o mínimo que ele podia ter feito era algum exame. Mas NADA!

Somente aí que ele pediu exames. Consegui coletar a urina dela, com muito trabalho, e mandar para cultura. Coisa óbvia que deu o resultado de uma infecção. A questão era: porque? Mais uma vez o veterinário foi negligente, simplesmente deu antibióticos e remédios para dor. 

Nesse momento decidimos que iríamos ficar com ela, ela era especial, precisava de cuidados e merecia isso, foi aí que veio o nome Celeste, também porque ela tinha uma mancha no peito que parecia um "C" invertido.



Depois de 5 dias de remédios ela não melhorava nadinha e o médico dizendo que tinha que dar por 20 dias e que as vezes demorava. Dessa vez não esperei! Não acreditei mais nele. O sofrimento daquele ser era visível e me deixava em desespero, ela não podia continuar assim. 

Levei em outro médico e pedi claramente: quero fazer um ultrassom! Ela estava com uma infecção fortíssima, urinava toda hora com muito sangue, estava parando de comer e de beber água. Normal isso não é!!

Queria saber a causa, e isso só olhando como estavam rins, bexigas e demais estruturas internas dela. E foi aí que veio o diagnóstico, definitivo e... fatal: Hidronefrose bilateral.

Nessa hora o veterinário que estava fazendo o exame me olhou com tristeza...e eu desabei a chorar. Mas será que não tinha mesmo jeito??!! Eu ia lutar... lutar por ela até o fim! Ela já fazia parte da família, era minha pequenina, e meu amor por ela era imenso.

"A hidronefrose se caracteriza por uma dilatação da pélvis renal, causada por obstrução parcial ou completa do fluxo da saída da urina em um ou nos dois rins em consequência da qual se estabelece hipotrofia por compressão do parênquima renal.

Muitos problemas podem causar hidronefrose, e isto pode ocorrer nos cães de todas as raças em qualquer idade. Não é uma doença em si, mas um sintoma causado por qualquer um de uma série de condições que podem afetar o sistema urinário de seu amigo canino, como: cálculos renais, as neoplasias, doenças retroperitoneal, traumatismo, ligadura acidental do ureter durante a castração, hérnia perineal, complicações de nefrectomia parcial ou de biopsia renal e ureter ectópico.

Quanto à sua duração, a obstrução pode ser aguda ou crônica, e na sua intensidade pode ser uni ou bilateral, parcial ou total, geralmente causando dilatação do sistema à montante do ponto obstruído, facilitando a estase urinária e propiciando infecções. Quando a obstrução é aguda, completa e bilateral, ocorrem alterações menos extensas nos rins, devido por seu período de sobrevivência pequeno. Na obstrução unilateral parcial ou total, o animal sobrevive o bastante para ter atrofia severa por pressão do parênquima renal e dilatação cística do órgão afetado.

Sintomas comuns incluem: Beber água e urinar em excesso, dor abdominal ou nas costas; urina com sangue; podem ocorrer sinais sistêmicos da doença: vômitos; diarréia; letargia e inapetência; tumoração renal, fístulas externas; peritonite supurativa difusa e desenvolvimento de choque séptico.”

A questão é: O que causou isso?!

Até hoje, infelizmente, ninguém soube dar a resposta definitiva e tudo ficou só nas hipóteses. Para descobrir teria que fazer uma necropsia, o que foi a ultima coisa que pensei naquele momento.

E o veterinário ainda me disse: Em  um ambiente natural, de seleção natural, ela já não teria sobrevivido aos primeiros dias, que estava viva só por minha causa. Pode isso?? Falar uma coisa dessas? Pode ser que, em um habitat diferente realmente poderia ocorrer a tal seleção natural, onde somente os "fortes" sobrevivem. Mas não ali comigo, e não a ninhada da Alana, claro que dei todo o suporte! Pra todos! E ele negligenciou a situação da Celeste SIM!

Então, voltando... realmente, o que me disseram, depois de tantas consultas e opiniões, é que não tinha jeito, o diagnóstico estava certo, os sintomas batiam com a evolução da doença. Se fosse somente em um dos rins poderia se tentar cirurgia, mas que mesmo assim provavelmente ela não iria resistir, pois estava fraquinha e era muito pequena.



Mas mesmo assim eu tentei, tentei tratar, um dos veterinários colocou ela no soro com medicação, mas não estava surtindo efeito. Eu fiquei ao lado dela todo o tempo. Mas ela estava sofrendo muito e tomar essa decisão foi uma das mais difíceis da minha vida até agora. 

Ela não comia mais, não bebia mais, vomitava toda hora, xixi e fezes quase nada e com muito sangue. Ela estava indo embora e com muito sofrimento.

Achei uma ótima veterinária, a Dra. Fernanda, que acompanha meus cães até hoje. Ela foi muito sincera, viu todos os exames, examinou muito bem ela e disse: Infelizmente não tem o que fazer, os rins estão parando e dar soro e medicação pra ela só vai "intoxicar" ainda mais o corpo dela, além de sobrecarregar algo que quase não funcionava mais. 

"A maior parte dos fármacos são parcialmente excretados pelo rim, logo a diminuição da função renal implica em uma alteração da distribuição, metabolismo, eliminação e biodisponibilidade do medicamento. A semi-vida dos fármacos eliminados pela urina é frequentemente prolongada em pacientes com insuficiência renal e reduzida nos pacientes que recebem diálise. A fim de evitar uma acumulação excessiva do fármaco no organismo e os seus efeitos adversos, deve-se reduzir a dose do medicamento, aumentar o intervalo entre as administrações, ou ambos, dependendo do perfil farmacocinético e da gravidade da insuficiência renal. Por outro lado, há que ter atenção na escolha do fármaco, pois alguns são por si mais nefrotóxicos que outros, podendo exercer efeitos tóxicos a nível renal como lesão nos vasos sanguíneos, nos glomérulos ou nefrónios-, ou levar a alterações do fluxo renal sanguíneo. A administração dos diferentes fármacos deve ser feita de acordo com o grau de função renal e a administração de fármacos nefrotóxicos nestes doentes deve ser evitada"

A enrofloxaxina foi o antibiótico receitado pelo primeiro veterinário:

"A enrofloxacina é parcialmente excretada por via renal, tal como todas as fluoroquinolonas, a excreção pode assim ser retardada nos indivíduos com lesões renais pré-existentes"

Eu tinha duas opções: uma era deixar ela ir da "melhor" maneira possível, deixá-la descansar. Outra era esperar mais alguns dias ela ir sozinha, porém a hidronefrose causa dores terríveis, então ela iria sofrendo...e muito. 

Tomei a decisão, muito difícil, de deixá-la ir em paz. Deixá-la agora nas mãos de Deus. O olhar, o momento... ainda hoje está tudo na minha cabeça, e é difícil não me emocionar  sempre que lembro. Escrever é custoso...

Ainda me culpo, por ter acreditado no veterinário e ter deixado ela sofrer tanto, quanta dor ela não sentia?! Ainda deram remédios para ela! Em um corpinho que não metabolizava mais nada, só "envenenava" mais ainda o sistema dela.

Foi muito triste, ainda é. Queria ter ela aqui comigo, queria ver ela crescer e brincar feliz, quando ela se foi tinha apenas pouco tempo de vida.

Mas, com certeza, ela vai estar sempre comigo, minha pequena Celeste, meu anjo lá no céu. E sei que um dia iremos nos reencontrar, sem doenças, sem dor, sem sofrimento...




23 de abril de 2014

A história longa da Cookie - parte I (Infecção Urinária e Antibioticos)

Bom, hoje começo a contar a história longa, mas de uma menininha novinha (que completou 1 aninho em dezembro).

Primeiro, quem é Cookie??? Bom, vamos começar com as primeiras fotinhas dela.

A Cookie é filha da Alana e do Thor!!! Sim!!! saiba como foi essa aventura aqui: "Alana e seus filhotes"

Quando a Alana fez cesárea me entregaram uma caixinha com muitos pequeninos dentro, todos fofos, mas tenho que ser sincera que um deles me chamou atenção, uma pequenina branquinha, com as manchas praticamente iguais as da Alana.

Não pretendia ficar com nenhum filhote, não tinha espaço físico para três cães, mas como falei: quer procriar? Esteja preparado para tudo!

A Cookie foi a primeira a ser escolhida para ser companheira de outra pessoa, meu coração doeu muito, e meu desejo secreto de tê-la foi junto.


Aos poucos cada pequeno foi sendo entregue a suas novas famílias, tenho noticias de muitos e estão ótimos, graças a Deus! A Cookie, como a pessoa era de longe ficou mais tempo, e seu nome não era esse, era Thamy, escolhido pela sua nova família, seu nome no pedigree.


Poucas semanas antes da data prevista para a entrega, de repente, a menininha sapeca, e muito! Começou a apresentar sinais de infecção urinária. E é nesse ponto que a história começa a dar uma super reviravolta e tornar-se uma luta.

A infecção foi se agravando e em pouco tempo a menininha começou a sofrer com dores, xixi de pinguinho, toda hora forçando (aquela carinha de doer até a alma), e sangue, muuuito sangue, sangue puro!!

Claro que aos primeiros sinais ela foi levada ao veterinário e avisado ao "futuro dono" que ela não seria entregue daquela maneira, mas somente quando estivesse 100%.

A surpresa por um cão tão novinho ter infecção urinária tão forte foi grande por parte dos veterinários, de qualquer maneira foi prescrito antibiótico para ela e não se sabia a causa.


Mais uma vez... aqui tem um ponto importante da história: o antibiótico prescrito não poderia ser dado para um cão tão novinho (foi dado sem resultado de cultura de urina nesse momento), já que pode afetar o desenvolvimento do animal. 

Em qualquer remédio, prescrito pelo veterinário, deve-se ler a bula. E qualquer dúvida deve ser esclarecida com o médico. Na bula do antibiotico estava bem claro:

"Em testes clínicos de campo não foram relatados casos de claudicação ou problemas nas juntas de quaisquer raças. Entretanto, de acordo com estudos toxicológicos, o enrofloxacino é contra-indicado em cães de raças pequenas e médias durante a fase de crescimento rápido (entre 2 e 8 meses de idade). Nas raças grandes este período poderá chegar a até 18 meses".

Ou seja, nos cães em fase de crescimento esse tipo de antibiótico pode causar problemas ósseos e articulares, podendo, assim, afetar o desenvolvimento do animal. Mas foi prescrito por ser de amplo espectro, servindo para vários tipos de bactérias. (O  certo seria ter feito uma cultura de urina para que o antibiótico fosse melhor escolhido e os possíveis riscos de feitos colaterais minimizados).

E lá vai a menininha de menos de 2 meses ser medicada. E tudo só estava começando....


22 de janeiro de 2014

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Piscinas e o Bulldog Francês.

Bom dia gente! (escrevendo agora cedinho), pra quem está lendo à tarde: Boa Tarde! E para os noturnos: Boa Noite! rs...

A questão hoje é: Piscinas e frenchies, combinam??



Já vi vários vídeos de frenchies nadando, e seus donos super orgulhosos e, de certa forma, talvez, uma forma de incentivo para outros donos, por isso CUIDADO!!!

Sério mesmo gente, isso não é brincadeira. Sim, seu bulldog pode ser um excelente nadador, nada sempre pra lá e pra cá, mas com você junto né??? E de colete salva-vidas né??? E com um meio para poder sair sozinho da piscina???

Questões extremamente importantes! Bulldogs franceses NÃO COMBINAM com piscinas. Caso você goste que ele tome um banho por favor tenha alguns cuidados básicos, muitos e eu digo muitooos frenchies já morreram afogados em piscinas:, por isso:

CUIDADOS COM PISCINAS E BULLDOGS

NUNCA deixe ele perto ou dentro da piscina sozinho, NUNCA!! Se você não estiver em casa não deixe que ele tenha acesso a piscina de forma alguma, nem naquele momento que você vai ali rapidinho no banheiro e já volta, NÃO! O "rapidinho" pode custar a vida do seu amigo;


Se você não tiver como restringir o acesso à piscina por algum portão, pense seriamente em cercá-la, existem cercas específicas para piscinas que, inclusive, são removíveis, a desvantagem: é caro e ficam um pouco estranhas, mas vale a vida do seu pequeno. Lonas não são seguras!!!


Se ele for nadar esteja DENTRO da piscina com ele! Ele DEVE estar com colete, e garanta que ele tenha como sair da piscina, como uma rampa ou escada;


SEMPRE  coloque colete salva-vidas, acho que o nome já diz tudo né?


Muitas pessoas podem dizer: Ah, mas meu bulldog nada sempre, ele é ótimo nadador, já está acostumado. 

Porém, um dia ele pode entrar na piscina ou cair nela quando não tiver ninguém, ficar assustado, começar a nadar e não sair do lugar, lembre-se: eles cansam rápido, o esforço que eles fazem para sustentar o corpo robusto com a pequenas patinhas é grande, então de repente ele cansa e.... 

Disponível em: Bulldog
Viu a tragédia?! Nem pense nisso!!

Então, a prevenção é a melhor coisa sempre. Nos últimos tempos tive que mudar para uma casa, por causa deles, proporcionar mais espaço e qualidade de vida. Enfim, a casa tem piscina, coisa boa, pra gente, mas em relação a eles eu sou digamos, neurótica. Quando não estou em casa de jeito nenhum eles tem acesso a piscina. Mandei fazer um portão lateral reforçado que está sempre fechado com cadeado. 

Quando estou em casa eles só vão para perto da piscina se eu estiver OLHANDO eles, não fazendo outras coisas, ali de olho. Se vou para dentro de casa eles voltam para área do portão, nem pra fazer xixi rapidinho eu deixo eles sozinhos lá! 

Sim eu já fiz o teste de colocá-los dentro da água, eu fiquei dentro e meu marido fora, A Alana nadou um pouco, ficou desesperada e já estava afundando, o Thor, mais fortinho, deu "três braçadas" e começou a afundar. A Cookie mais magrinha e pequeninha nadou melhor, mas cansou rápido e também ficou desesperada. 

Resultado: Sim, eles odiaram! Eles chegam perto da piscina com muito cuidado e ficam de olho em mim (afinal eu que coloquei eles lá dentro, então eles não querem mais). A questão é que eles brincam e correm, então podem, sem querer, cair e com certeza vão morrer afogados se tiveram sozinhos ou sem supervisão, sério mesmo. Por isso sou extremamente cuidadosa.

Se você for levar ele na casa de alguém que tem piscina fique junto e coloque um salva-vidas nele. Se você achar que "está muito quente" para ele ficar de colete, provavelmente também estará calor demais para ele ficar no sol.

Eles são metidos pessoal! Eles vão cutucar coisa dentro da água, querer beber e numa dessa podem cair. 

Olha esse tipo de cerca que podem ser colocadas na piscina:


Apesar de tudo e de eles não terem acesso sozinhos eu irei providenciar também uma rampa de saída da piscina para eles. Achei duas opções legais olha:

Essa vende no Brasil e é pra ser colocada na escada:


Essa NÃO vende aqui, mas pelo que li no eBay parece que entregam, vou pesquisar melhor e acho que vou comprar essa, se vier tudo certinho eu aviso vocês.


Tem dois tipos, uma menor:

Disponível em: Skamper Ramp
E uma maior:

Disponível em: Skamper Ramp

Existem até "coleiras flutuantes", mas não confio muito, melhor mesmo é os coletes, são ótimos e tem várias opções

Disponível em: Life Jackets

Uma opção legal, se você tem piscina, ou não tem e quer refrescar seu frenchie são as piscinas de plástico para bebês, tipo essa:



Mas se você acha que ele vai rasgar e furar com as unhas eu achei essa opção:

Disponível em: Petdogproducts

Mas sempre com um pouquinho de agua, na altura das patinhas, rasinha. É só para refresca!

Então fica a dica: Piscina e bulldog francês não combinam e todo cuidado é pouco!!!

E a questão que deixo é: Você quer arriscar????



15 de janeiro de 2014

E a manchinha no olho?!

Oi gente,

Faz tempo que postei a "saga" da machinha esbranquiçada no olho da Alana , primeiro que ninguém descobria o que era, depois a consulta com o especialista demorou e veio o diagnóstico, que explico direitinho no post: A manchinha no olho - Parte II - O Diagnóstico 


Era um depósito de lipideo ou calcio. Como o caso da Alana era alimentar o tratamento baseou-se na mudança da dieta: troca de ração e nada de petiscos e "belisquinhos". 

O veterinário tinha dado um prazo de 45 dias para sumir, mas esse tempo, no caso dela, foi muuuito maior. Ela demorou meses para sumir totalmente. Hoje fico de olho e não vejo mais sinais da tal mancha.

Lembrando que também existem outras causas para esses depósitos no olho e elas devem ser descobertas, já que o tratamento irá depender disso. Outras causas podem ser lidas no post: A Manchinha no Olho

A Alana hoje está ótima e não ficou sinais de sequelas no olhinho. Mas fico sempre atenta! :)


13 de janeiro de 2014

Alana... e seus filhotes?!

Oi gente!

Quanto tempo né?!

Nesse período que passamos fora muita coisa aconteceu e tive um período conturbado com a Alana.

Sim, a Alana teve bebês, não por escolha livre minha, se querem saber. Como já coloquei aqui tenho o Thor, um super fofo, que escolhi para fazer companhia para a Alana que estava muito sozinha. Mas quando falo de companhia quero dizer amigos! E não um casal. 

Depois que eu peguei o Thor eu decidi primeiro castrar a Alana, já que eu não pretendia ter ninhadas. Acontece que tive um período de mudança de cidade, uma bagunça só, a Alana nem podia fazer cirurgia, pois iríamos viajar. Nesse tempo eu acabei sendo "relaxada", digamos assim, o Thor ainda era muito pequeninho para ter filhotes e estava esperando as coisas ajeitarem para castrar ela e dar a atenção e cuidados merecidos.

Acontece que quando chegou o momento de castrar ela ficou no cio, o que impediu a castração, segundo o veterinário. Então porque não castrei o Thor antes? Pelo mesmo motivo, ele também não poderia passar por procedimentos cirúrgicos com toda a mudança e estresse (recomendação veterinária).

A Alana no cio e o Thor com quase 9 meses... separei os dois sim! Mas foi à noite que o Thor conseguiu ir até ela e não vi a tempo, foi realmente questão de segundos...e foi... 

Agora eu teria a responsabilidade de cuidar muito bem da Alana e dos filhotes que estavam por vir. Thor foi castrado. Quero deixar claro que meus cães foram escolhidos para serem meus companheiros e não para serem utilizados para criação. Opção minha. 

Enfim, a Alana teve uma gestação muito difícil, gastei tudo que tinha e o que não tinha para dar à ela todos  os cuidados necessários. Aliás, tanto para ela quanto aos filhotes, que também receberam todo o amor, carinho, atenção que merecem.



A alana teve 10 filhotes! Sim!!!!!! Muitos para uma pequenina como ela... foi acompanhada por veterinários durante toda a gestação. Na cesárea seria castrada, porém houve complicações no parto, após o nascimento dos filhotes ela teve uma hemorragia. Muitos filhotes e a Alana estava fraca, apesar de toda alimentação e vitaminas... ela estava cansada. Seu corpinho estava desviando toda e qualquer força para o desenvolvimento dos filhotes.

Depois do parto recebi uma caixinha com aquelas fofurinhas dentro. Em estado de pânico recebi a noticia que a Alana não estava bem. Imaginem a situação? Você olha para aquele montão de pequeninos, sente uma alegria imensa, mas ao mesmo tempo eu estava apavorada e quase chorando... minha Alana! :(



Foram algumas horas de tensão, enquanto eu tentava ficar aquecendo os filhotinhos que ainda não tinham o calor da mamãe. Veio o veterinário e disse: Vamos lá ver a Alana? Com um olhar de profundo desespero olhei para o meu marido... chegando na sala ela estava acordando...mais ainda tinhámos que esperar... 

E ela tadinha depois disso tinha 10 filhotinhos à espera... eles também não tinham culpa. Ela foi melhorando e logo estava razoavelmente bem para ir para casa. E aí vimos como a natureza é incrível e sábia. Ela estava fraquinha, não tinha visto ainda os filhotes (que também não tinham tido a primeira mamada), mas foi uma incrível mamãe.

Foi uma luta contra o tempo. Tive a ajuda da criadora que comprei o Thor e a Alana. Por sorte ela estava com uma buldoguinha que tinha tido filhotes há poucos dias e estava cheia de leite. Lá fomos nós correndo com a caixinha. Lá eles mamaram bastante, ficaram bem gordinhos. Tive orientação para dar leite (especial para cães) com uma sonda para eles.

Sim, eles eram muito pequeninhos e não pegavam a mamadeira (que era muito grande), e precisavam receber alimentação de qualquer maneira. De 2 em 2 horas eu estava lá, dando leite de sondinha. A Alana, mesmo debilitada reconheceu os filhotes e estava tentando fazer seu papel de mãe, mas não tinha leite. (com o choque da cirurgia o leite não desceu como deveria). Mas ela tentava, e eu tinha que deixá-los sugar para estimular a produção do leite.

Não foi fácil! Digo: NADA fácil! Eu me dediquei integralmente à eles e a Alana (o Thor foi um anjo, literalmente) respeitou o momento, ficava longe, não incomodava, e claro que ele recebia atenção sim!).

Eu não dormia mais, depois de 2 dias o leite desceu... mas eram muitos filhotes e não tinha o suficiente para todo mundo, então a alimentação teve que ser complementada com a mamadeira, de 2 em 2 horas, ajudar a Alana a limpá-los.



Bom, não foi nada fácil, mas sobreviveram TODOS a essa fase. Porém, perdi uma menininha...não por este motivo, por outro que vou contar a história dela (ela merece um espacinho só para ela) em outro post.

E assim foi, os novos donos foram aparecendo e foram sim escolhidos! Graças a Deus eles estão com famílias ótimas, e acho que esse é um ponto muito importante quando a pessoa cria e vende os filhotes. Para quem?! Eu me importava muito com isso, afinal eu cuidei deles como meus filhinhos e queria que eles continuassem a receber o mesmo ou mais amor. Sempre converso com os donos para saber como estão as figurinhas...muito bem! E isso me deixa muito feliz!

Mas não quero passar por isso de novo... eu já sabia...mas vi na pele o quanto a castração é importante. E se você me perguntasse algum conselho sobre ninhadas eu diria, por experiência própria: CASTRE SEU CÃO!!

Se você realmente for responsável e consciente com o fato de ter uma ninhada você NÃO terá quase nada de lucro! Tive mais despesas do que lucro, sim, com as histórias que vou contar você vai ver o tamanho da responsabilidade e do gasto que uma ninhada pode gerar.

As pessoas me olham estranho, quando digo que não quero mais filhotes, e que castrei o Thor já! (quando falo isso as pessoas quase tem um infarto na minha frente, sério!)
Eu não ligo, o que me interessa é a saúde e a companhia deles, não o "dinheiro" que eles poderiam gerar.

Usar um cão SOMENTE com o objetivo de lucro, para mim, chega a ser maus-tratos... já vi isso acarretar em cães "descartáveis". Mas isso vamos discutir em outro post.

Criar seus cães exige uma IMENSA responsabilidade e comprometimento, mas nem todos têm essa visão...infelizmente.

Mas dei todo suporte, amor, carinho e cuidado para eles. Minha maior preocupação era: para quem e para onde estão indo os filhotes?! Graças a Deus para lares bons. Um deles ficou comigo...você vai saber quem e o porquê depois. Outro ficou com a minha mãe, que está sendo muito mimado! :) Outros estão aqui em Brasília e são muito amados pelas suas famílias.

Disponível em: bulldogfrances