7 de julho de 2014

Vômitos X Regurgitação: Você sabe a diferença?!

Oi pessoal!!!! Quanto tempo!!! Saudades de todos! ;)

Voltando com um post muito interessante (apesar de estranho) e de grande utilidade.

Vômitos X Regurgitação: Você sabe a diferença?! 

Essa informação pode ser extremamente útil para determinar se você deve ver um veterinário e o que dizer a ele ou ela em sua consulta.  

Pode parecer estranho, mas realmente pode ajudar o seu veterinário a chegar a um diagnóstico definitivo em muito menos tempo.

 
Fonte: gofundme
Vamos lá?!

A história completa e o exame físico geralmente permitem a diferenciação entre regurgitação, vômitos e outras causas. Essa diferenciação é importante , porque os problemas têm causas diferentes e, claro, tratamentos diferentes.
  
VÔMITOS

Quando um animal de estimação vomita, as coisas que ela traz à tona vem do seu estômago e, muitas vezes, do intestino também.  

O vômito é um reflexo de expulsão forçada que envolve uma série de movimentos involuntários, exigindo contrações musculares viscerais, diafragmática e abdominal.  

O ato de vomitar, geralmente, é precedido por uma série de sinais clínicos incluindo salivação excessiva, ingestão repetida, ânsia de vômito, e contrações marcantes da musculatura abdominal.  

O vômito deve ser diferenciado da regurgitação, disfagia (dificuldade para engolir) e expectoração.

Geralmente, se há a  presença da bile (amarela ou alaranjada) ou líquido digestivo, você pode suspeitar de vômito. Porém, nem todo vômito contém bile.  

Então, se você não vê nada disso, isso não significa que o animal não teve um episódio de vômito.

Os vômitos são um sintoma que pode ser relacionado com perturbações do sistema gastrointestinal (estômago e / ou intestino) ou pode ser secundário a uma doença de um sistema diferente (tal como insuficiência renal, diabetes, ou doenças infecciosas).
 
Outras causas: alergias, medicamentos, venenos (plantas e alimentos).

Fonte: theruffledlace

REGURGITAÇÃO

A regurgitação, por outro lado, é tipicamente uma mistura de produtos alimentares, saliva, muco, mas não contém a bile

É um processo mais simples e fisiológico, envolvendo, basicamente, o esôfago. É um mecanismo de defesa do organismo, pois a comida mal mastigada ou engolida rapidamente sofre as fortes contrações do esôfago na direção contrária e é devolvido. 

A regurgitação ocorre muitas vezes imediatamente após a ingestão de alimentos, mas também pode ocorrer horas depois. O material regurgitado é muitas vezes expulso com o mínimo ou nenhum sinal de náusea, angústia ou ânsia de vômito.



A regurgitação passa a ser preocupante quando ocorre diariamente, impedindo o cão de se alimentar e levando à perda de peso. Doenças que podem estar relacionadas com a regurgitação são causadas, geralmente, por problemas no esôfago ou por problemas com os músculos que se contraem para mover alimentos para o esôfago.  

Neste caso, é importante o auxilio veterinário para se descartar doenças como: hérnias, esofagite, estenose de esôfago, megaesôfago, doenças da tireóide.

EXPECTORAÇÃO

Existe também uma terceira variedade deste assunto: a expectoração - Muitos donos de animais podem confundir este evento com o vômito. Quando um animal tosse (algumas vezes ou várias vezes), e então produz uma gota de muco, isso é expectorar, o que é muito diferente de regurgitar ou vomitar. A chave para diferenciar a expectoração é que há sempre uma tosse envolvida.
  

SINAIS CLINICOS
REGURGITAÇÃO
VÔMITO
Nauseas

Raro
Comum
Presença de bile

Não
Variável
Salivação excessiva

Não
Comum
Tempo após a alimentação

Variável
Variável

Fonte: allstarfrenchbulldogs


DIAGNOSTICO:



O diagnóstico começa com a identificação precisa e completa do problema. Isto inclui diferenciar vômito de regurgitação ou disfagia (dificuldade de deglutição), e, em seguida, caracterizar a duração e o caráter do vômito.  

O problema deve ser definido como agudo ou crônico, persistente ou intermitente, estático, progressivo ou recorrente. O problema do vômito pode ser ainda mais definido em termos de frequência e hora do dia que ocorre, o caráter do vômito, alterações nas circunstâncias dietéticas ou ambientais que precederam o problema, e estado geral do paciente (por exemplo, a atitude, a atividade, apetite , aparência) entre os episódios.  

Tanto a história como o exame físico devem revelar as possíveis causas sistêmicas ou consequências do problema, como a depressão, desidratação, febre, halitose, perda de peso, dispnéia (aspiração), dor abdominal, massas, alças distendidas do intestino.
 
Radiografias abdominais devem fazer parte da rotina diagnóstica inicial de qualquer paciente com episódios frequentes de vômitos; um corpo estranho  em um paciente agudo ou uma massa esplênica não diagnosticada em um paciente com vômitos crônicos são ambos causas potencialmente fatais cuja identificação seria adiada por um tratamento sintomático apenas.  

A base mínima de dados incluem um hemograma completo, perfil bioquímico, urina, e o exame fecal, os quais também são exames diagnósticos iniciais adequados, apesar de serem menos propensos a identificar as causas subjacentes que exigem intervenção imediata.

Vômitos crônicos e vômitos que tem manifestações sistêmicas, como hematêmese (
vômito com sangue), dor abdominal, melena (eliminação de sangue digerido juntamente com as fezes, que então ficam pastosas, de cor escura - tipo borra de café - e de odor fétido), desidratação, febre ou perda de peso devem ser abordados rapidamente.  

Uma variedade crescente de testes de diagnóstico estão disponíveis para diagnosticar as causas primárias e secundárias de vômitos.  

Outros métodos incluem: Métodos de imagem não invasivos, além de radiografias do abdome que incluem estudos de contraste, ultrassonografia abdominal e tomografia computadorizada ou ressonância magnética abdominal. Flutuador Fecal, esfregaço, Giardia ELISA, PCR, microscopia eletrônica, e doseamento dos níveis antiprotease-α (para enteropatias com perda de proteínas) estão disponíveis para ajudar a definir a doença gastrointestinal. 

A laparoscopia e endoscopia são poderosas ferramentas de diagnóstico para ambas as causas primárias e secundárias de vômitos, e eles implicam em menor morbidade do que a laparotomia exploratória.


Preste atenção!

Algumas doenças podem, inclusive, causar as duas condições: regurgitação e vômitos, por isso saber explicar ao veterinário o que vem ocorrendo é importante, vídeos também podem ajudar no diagnostico.

Episódios isolados, onde o animal aparenta estar bem, sem sinais de febre, diarréia ou prostração são normais.

Mas sempre que um cão vomitar três ou mais vezes em um dia, ou por dois ou mais dias seguidos, você deverá levá-lo ao veterinário. Vômitos contínuos são considerados emergência médica, exigindo auxílio veterinário imediato.

Alguns cães apresentam regularmente episódios de vômitos semanais, quinzenais ou até mesmo mensais. 

Em geral, aparentam estar bem e não apresentam outros sintomas. Nestes casos é interessante a visita ao médico veterinario para que possíveis causas sejam investigadas.

Se você entende inglês recomendo este vídeo:



 Sempre converse com seu veterinário, ele poderá lhe dar orientações adicionais.





Referências: